DESCONFORMIDADE COM A LEI

Além de Kalshi e Polymarket: quais os 27 mercados de previsão bloqueados pelo governo

Imagem: reprodução/web
27-04-2026
Tempo de leitura 1:54 min

Após a publicação da resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) que impede os mercados de previsão de oferecer contratos em esportes, jogos online, eleições, política, cultura e qualquer outro evento que não seja de "referencial econômico-financeiro" no Brasil, o Ministério da Fazenda divulgou a lista das 27 plataformas de mercado preditivo que foram bloqueadas por agirem em desconformidade com a regulação das bets

As 27 plataformas de mercado de previsão bloqueadas a pedido do Ministério da Fazenda são: 

  • Polymarket
  • Kalshi
  • Predictlt
  • Robinhood
  • Palpita
  • Cravei
  • Previsão
  • Véspera
  • Palpitano
  • PRÉVIAS - Plataforma de Mercado Preditivo
  • Predict
  • ProphetX Prediction Market
  • OG Prediction Markets & Real-Time Odds
  • Fanatics Markets
  • Novig
  • Hedgehog Markets
  • IBKR ForecastTrader
  • Voxfi
  • Futuriza
  • Eu Já Sabia Mercados Preditivos
  • MercadoPred
  • Palpitada
  • Pliks
  • PolySwipe
  • PRED Exchange
  • Ruckus Market
  • Stride

Na sexta-feira, 24 de abril, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que, além da falta de pagamento da outorga para atuação no mercado regulado de apostas, o bloqueio das plataformas de mercado preditivo se dá por estar em desconformidade com a lei, segundo notícia do UOL. 

"O mercado preditivo, da forma como oferece seu produto, viola a lei aprovada pelo Congresso, executada pela Secretaria de Prêmios e Apostas, portanto o produto oferecido por essas plataformas, em desacordo com a lei, não é passível de regularização. O bloqueio é por desconformidade geral, não só pelo pagamento de outorga", disse o ministro. "Quando há desconformidade, não há possibilidade de correção pelo pagamento de outorga."

Na visão da Fazenda, apesar de operarem sob a mesma lógica das bets, os mercados de previsão buscam contornar a legislação

Avanço no Brasil

Pouco tempo após o anúncio de que instituições como XP e BTG Pactual entrariam no mercado de previsões no Brasil, que já conta com plataformas no segmento, o governo federal começou a agir com o objetivo de evitar uma expansão descontrolada semelhante à das bets, que foram legalizadas no final de 2018, mas só passaram a operar em um mercado regulado em 2025.

A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) emitiram notas em que classificam a medida do governo como “um avanço contra todas as empresas que atuam ilegalmente no país".

A Lei 14.790/2023 e as portarias foram pensadas sobretudo para o controle absoluto entre apostador, quem está jogando, quanto está recebendo, prevenindo que apostadores fizessem acordos entre si. Essa regulamentação muito dura veio também para prevenir a lavagem de dinheiro. O mercado preditivo se refere a fatos isolados. Esse é o perigo. O conluio entre apostadores, lavagem e a ausência de controle sobre esses jogos", explicou o presidente da ANJL, Plínio Lemos Jorge.

Uma das maiores críticas a esse mercado em países como os Estados Unidos são os riscos trazidos pela atividade, já que decisões políticas e econômicas poderiam ser vazadas ou influenciadas por ganhos nos mercados de previsão.

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