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Polymarket veicula anúncio em português dizendo que “sportsbooks estão mortos”

Imagem: reprodução/Instagram
06-04-2026
Tempo de leitura 2:23 min

A Polymarket, principal mercado de previsão dos Estados Unidos, veiculou um anúncio em português nas redes sociais dizendo que os “sportsbooks estão morto [sic]”, com erro de concordância na frase. 

“Sportsbooks” é um termo usado para se referir a apostas esportivas, sendo que o anúncio impulsionado pela Polymarket traz ainda uma comparação de ganhos com a Betano e a bet365, plataformas tradicionais do mercado de apostas, no intuito de mostrar o mercado de previsão como mais lucrativo para o usuário. Apesar do texto da arte estar em português, a legenda da publicidade foi escrita em inglês.

O Yogonet consultou a biblioteca de anúncios da Meta e verificou que a veiculação da publicidade começou em 3 de abril. A propaganda foi impulsionada para o mundo todo, exceto os Países Baixos, onde a Polymarket foi banida. Lá, o órgão regulador considerou que o site estaria oferecendo apostas ilegais, já que não tem licença para atuar no mercado holandês.

Publicidade da Polymarket na biblioteca de anúncios da Meta

Nos Estados Unidos, plataformas como a Polymarket também são alvos de polêmicas e críticas por ficarem na fronteira entre apostas (gambling) e derivativos financeiros. Isso gera um choque regulatório em um país no qual as bets são reguladas estado por estado e os mercados de previsão pela Commodity Futures Trading Commission (CFTC), entidade responsável pelo mercado financeiro.

Há quem defenda que os mercados de previsão deveriam seguir as mesmas regras e exigências das casas de apostas nos Estados Unidos. Outra crítica enfrentada é o risco trazido pela atividade, já que decisões políticas e econômicas poderiam ser vazadas ou influenciadas por ganhos nos mercados de previsão — isso porque os mercados de previsão também permitem apostas não apenas em esportes, mas também sobre política, eleições, guerras, diplomacia internacional e economia.

A discussão, inclusive, já chegou ao Brasil, onde não existe uma regulamentação específica para os mercados de previsão. De acordo com a Folha de S. Paulo, em uma reunião com a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda, operadores regulamentados de apostas online pediram o bloqueio da Polymarket e da Kalshi (que também atua como mercado de previsão) no território brasileiro.

A Fazenda confirmou três reuniões, mas alegou não ter recebido ofício formal solicitando o bloqueio das plataformas, diz a Folha de S. Paulo.

De ETs à volta de Jesus Cristo: os mercados inusitados da Polymarket

Nos mercados de previsão, participantes compram e vendem "contratos" que representam a probabilidade de eventos acontecerem. O preço de cada contrato reflete a probabilidade coletiva calculada por todos os participantes. Eles precisam escolher entre opções de “sim” ou “não”.

Imagem: reprodução/Polymarket

Alguns mercados chamam a atenção pela excentricidade. Em um deles, por exemplo, é possível palpitar se os Estados Unidos confirmarão a existência de alienígenas até 31 de dezembro. Segundo a cotação da plataforma no momento em que o artigo foi escrito, a possibilidade disso acontecer seria de 18%.

A Polymarket tem ainda um mercado disponível para a volta de Jesus Cristo. “Esse mercado será considerado ‘sim’ se a Segunda Vinda de Jesus Cristo ocorrer até 31 de dezembro de 2026, às 23h59 (horário da costa leste dos EUA). Caso contrário, o mercado será considerado ‘não’. A fonte de resolução será um consenso de fontes confiáveis”, diz a plataforma. A porcentagem do retorno acontecer, segundo a cotação da Polymarket, é de apenas 4%.

As celebridades também são lembradas no mercado de previsões. É possível palpitar, por exemplo, se a atriz Zendaya anunciará que está grávida até 30 de junho e se o ator Timothée Chalamet e a influenciadora Kylie Jenner ficarão noivos em 2026.

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