PERMITEM PALPITES EM ÁREAS COMO POLÍTICA E ECONOMIA

Alvos de polêmicas nos EUA, mercados de previsão já operam no Brasil

Imagem: Freepik
19-02-2026
Tempo de leitura 1:32 min

O Flamengo vai conquistar o título da Recopa Sul-Americana? Haverá um cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia até 28 de fevereiro? O novo jogo da franquia Resident Evil terá uma avaliação positiva da crítica? Esses são alguns dos acontecimentos nos quais é possível fazer palpites no Palpitada, mercado de previsão já em atividade no Brasil. 

Ao contrário das casas de apostas, essas plataformas oferecem palpites que vão além dos esportes, envolvendo eleições, política internacional, economia, cultura pop e outras áreas da sociedade.

Nos mercados de previsão, participantes compram e vendem "contratos" que representam a probabilidade de eventos acontecerem. O preço de cada contrato reflete a probabilidade coletiva calculada por todos os participantes.

“Por exemplo: se um contrato ‘Brasil vence a Copa América’ está sendo negociado a R$ 0,65, isso significa que o mercado acredita que há 65% de chance desse evento acontecer”, explica o Palpitada, em seu site oficial.

Nos Estados Unidos, mercados de previsão (chamados no país de "prediction markets") como Kalshi e Polymarket já são populares — no último Super Bowl, por exemplo, essas plataformas movimentaram mais de US$ 1,2 bilhão (R$ 6,28 bilhões, na cotação atual).

Ao mesmo tempo em que detém certa popularidade entre os norte-americanos, eles também são alvo de polêmicas e críticas por ficarem na fronteira entre apostas (gambling) e derivativos financeiros. Isso gera um choque regulatório em um país no qual as bets são reguladas estado por estado e os mercados de previsão pela Commodity Futures Trading Commission (CFTC), entidade responsável pelo mercado financeiro.

Há quem defenda que plataformas como Kalshi e Polymarket deveriam seguir as mesmas regras e exigências das casas de apostas nos Estados Unidos. Outra crítica enfrentada é o risco trazido pela atividade, já que decisões políticas e econômicas poderiam ser vazadas ou influenciadas por ganhos nos mercados de previsão.

No Brasil, as bets são proibidas pela regulamentação de oferecer apostas em eventos que não sejam esportes ou jogos online. Já os mercados de previsão ainda não contam com uma legislação específica no país. 

No entanto, segundo reportagem do Valor Econômico, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) deu sinal verde para a Bolsa de Valores (B3) lançar plataformas de previsão nos próximos meses. A ideia é que a atividade seja, inicialmente, restrita a investidores profissionais com patrimônio superior a R$ 10 milhões.

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