O Super Bowl de 2026 impulsionou cerca de US$ 1,2 bilhão (R$ 6,24 bilhões, na cotação atual) em operações nos mercados de previsão (prediction markets), reforçando o crescimento acelerado do segmento e aumentando a pressão competitiva sobre as casas de apostas tradicionais.
Segundo publicação da Bloomberg Línea, os dados consideram as movimentações das plataformas Kalshi e Polymarket, que registraram forte engajamento durante o principal evento esportivo dos Estados Unidos.
A Kalshi, startup sediada em Nova York, informou ter registrado, apenas no domingo, transações de US$ 871 milhões (R$ 4,5 bilhões), volume 60% superior ao recorde anterior de negociações diárias, segundo estimativas do Bank of America.
Especialistas apontam que o avanço dos mercados de predição representa uma ameaça crescente ao modelo tradicional de apostas, oferecendo alternativas reguladas e novos formatos de participação em eventos esportivos. Segundo o analista Jordan Bender, o resultado do Super Bowl pode ter sido “ligeiramente negativo” para as operadoras tradicionais, devido à concorrência e ao perfil do jogo.
Dados da Junta de Controle de Jogos de Nevada indicaram que o volume de apostas no estado caiu 11,7% em relação ao ano anterior, atingindo o menor nível em pelo menos dez anos.
Enquanto isso, as plataformas de predição ampliaram o engajamento ao oferecer contratos de eventos ligados não apenas ao jogo, mas também ao show do intervalo e outros momentos da transmissão.
O crescimento acelerado do segmento também impacta o mercado financeiro. Nos últimos meses, as ações da Flutter Entertainment, controladora da FanDuel, recuaram cerca de 30% no ano, enquanto a DraftKings registra queda próxima de 21%, refletindo a mudança no cenário competitivo do setor de jogos e apostas.