Os americanos devem apostar legalmente um recorde de US$ 1,76 bilhão (cerca de R$ 9,27 bilhões) no próximo Super Bowl, segundo a American Gaming Association (AGA).
O valor representa um crescimento de quase 27% em relação ao ano anterior e inclui apenas apostas realizadas em casas de apostas legalizadas nos Estados Unidos, que operam em 39 estados e no Distrito de Columbia. A AGA utilizou dados públicos de reguladores estaduais do setor de jogos para elaborar a estimativa.
“Nenhum evento reúne os fãs como o Super Bowl, e esse número recorde mostra o quanto os americanos gostam das apostas esportivas como parte da experiência”, disse Bill Miller, presidente e CEO da AGA. “Ao escolher casas de apostas legais e regulamentadas, os fãs se divertem enquanto apoiam um mercado seguro e responsável.”
No início desta semana, a Sports Betting Alliance (SBA), em parceria com o Legal Sports Report, também divulgou sua própria estimativa, prevendo cerca de US$ 1,71 bilhão em apostas no Super Bowl. A SBA representa algumas das maiores operadoras de apostas esportivas online dos EUA, incluindo bet365, BetMGM, DraftKings, Fanatics Sportsbook e FanDuel.
No entanto, alguns analistas acreditam que o interesse por apostas no Super Bowl pode cair neste ano. Jordan Bender, analista de pesquisa de ações do Citizens, estima que as apostas no Super Bowl em sportsbooks legalizados dos EUA recuem 2% na comparação anual, impactadas por um confronto com menor apelo narrativo e pela ascensão dos mercados de previsão, que vêm pressionando o mercado regulado de apostas.
Paralelamente, a AGA divulgou um novo estudo alertando que os mercados de previsão podem estar confundindo os consumidores ao enquadrar as apostas esportivas “como um investimento, e não como entretenimento”, o que levanta preocupações sobre estratégias de marketing e a ausência de ferramentas de jogo responsável.
A pesquisa apontou que 78% dos apostadores em contratos de eventos esportivos acreditam que reguladores estaduais poderiam resolver disputas nessas plataformas, apesar de os mercados de previsão operarem fora dos sistemas estaduais de regulação das apostas esportivas.
Segundo a AGA, usuários de contratos de eventos esportivos têm probabilidade significativamente maior do que clientes tradicionais de casas de apostas de encarar sua atividade como investimento, e não como jogo. Cerca de 28% dos apostadores em mercados de previsão definiram sua participação como investimento, frente a 9% dos usuários de sportsbooks.
Outros dados indicam que 31% dos apostadores em contratos de eventos esportivos afirmaram que a mensagem das plataformas compara a atividade de negociação a investimentos, contra 7% entre usuários de casas de apostas.
Além disso, 25% disseram financiar apostas com seus orçamentos de investimento, enquanto apenas 9% dos clientes de sportsbooks relataram o mesmo comportamento. Ainda assim, 58% dos usuários de contratos de eventos esportivos classificaram a atividade como jogo, demonstrando ceticismo em relação ao marketing com viés de investimento.
As proteções ao consumidor também surgem como um ponto de atenção. Apenas 28% dos apostadores em contratos de eventos esportivos disseram que as ferramentas de jogo responsável são fáceis de encontrar, contra 58% dos clientes de casas de apostas regulamentadas.
“Essa pesquisa reforça por que as casas de apostas regulamentadas por estados e tribos são essenciais, ao oferecerem supervisão robusta e proteção ao consumidor, algo que os mercados de previsão não conseguem igualar”, afirmou Bill Miller.