A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e executivos do Itaú, Bradesco e Banco do Brasil se reuniram com a secretaria de Prêmios e Apostas (SPA-MF) na última quinta-feira, 17 de julho, para debater a regulamentação de apostas de quota fixa, e seus impactos no sistema financeiro nacional e sobre os consumidores brasileiros.
Segundo o BNLData, Regis Dudena, secretário de Prêmios e Apostas, e Carlos Renato Resende, coordenador-geral de Monitoramento de Lavagem de Dinheiro da SPA, receberam os representantes do setor bancário. A delegação da Febraban foi liderada por Rubens Sardenberg, diretor de Regulação Prudencial, Riscos e Assuntos Econômicos e economista-Chefe da entidade.
Desde o ano passado, a Febraban vem manifestando publicamente sua preocupação com o avanço das bets no mercado brasileiro. Em entrevista à Folha de S.Paulo em setembro, o presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney, alertou para uma "bolha de inadimplência" que estaria se formando em meio à explosão das apostas, especialmente entre as famílias mais vulneráveis.
“Se não for possível proibir de imediato o pagamento com Pix, ao menos que se estabeleçam limites de valores máximos para apostas [nessa modalidade de pagamento], tal como o BC já limita transações à noite”, sugeriu à época.
Outra preocupação da entidade é com a lavagem de dinheiro e com os sites ilegais. Em maio, a Febraban se reuniu com o presidente da Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), Plínio Jorge Lemos, em uma conversaque sublinhou os riscos da atividade clandestina de apostas, cuja atuação é à margem das normas do setor no Brasil.
Para o presidente da ANJL, o apoio dos bancos na repressão aos sites ilegais é fundamental para a construção de um ambiente seguro, transparente e juridicamente estável para operadores e apostadores.
As casas de apostas e de jogos online legalizadas são obrigadas, por determinação do Ministério da Fazenda, a manter planos de prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo.