A cidade de Botucatu, no interior de São Paulo, oficializou o lançamento de sua loteria municipal na última quinta-feira, 9 de maio, por meio de uma parceria público-privada (PPP) que investirá cerca de R$ 7,5 milhões na implantação do sistema ao longo dos próximos cinco anos.
Com um contrato de concessão de 20 anos, o serviço será operado pelo Consórcio SPLOTO e terá seus recursos integralmente destinados ao Botuprev – Instituto de Previdência da Prefeitura de Botucatu. A expectativa é de que a iniciativa contribua para aliviar os cofres públicos e possibilite novos investimentos em outras áreas da administração municipal, afirma o site da prefeitura.
O modelo de loteria local contará com seis modalidades de apostas:
Modalidade Passiva: venda de bilhetes numerados, físicos ou eletrônicos;
Prognósticos Numéricos: o apostador tenta prever os números sorteados;
Prognóstico Específico: formato previsto na Lei Federal nº 11.345/2006;
Prognósticos Esportivos: apostas em resultados de eventos esportivos;
Instantânea Exclusiva: revela instantaneamente se o jogador ganhou;
Apostas de Quota-Fixa: apostas em eventos com prêmios fixados no momento da aposta.
O contrato com o consórcio já foi assinado e a primeira fase de implantação está prevista para ocorrer nas próximas seis a oito semanas. Nesse período, serão instaladas casas lotéricas e pontos comerciais para venda dos bilhetes e apostas, informa a prefeitura.
Discussão no STF sobre loterias municipais
Em março, o partido Solidariedade ingressou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) questionando a exploração de serviços lotéricos e apostas de quota fixa por municípios.
Segundo a legenda, empresas sem credenciamento junto à Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) têm operado no setor a partir de licitações municipais. O caso, que tramita como Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1212 sob a relatoria do ministro Nunes Marques, aguarda julgamento definitivo.