Diretor de negócios e relações institucionais da Stellar Gaming

Fellipe Fraga: “Copa do Mundo dará mais oportunidades de encontrar e enfrentar aqueles que insistem em operar ilegalmente”

01-04-2026
Tempo de leitura 3:24 min

A Copa do Mundo de 2026 já não parece mais tão distante. Em cerca de dois meses, a bola começa a rolar no maior torneio do futebol mundial, movimentando não apenas torcedores, mas também toda a indústria de apostas esportivas. 

Em um cenário de expectativa de aumento no engajamento dos apostadores, o Mundial surge como uma grande oportunidade para operadores ampliarem sua base e fortalecerem o relacionamento com os usuários.

Para entender como o setor está se preparando para esse momento, o Yogonet conversou com Fellipe Fraga, diretor de negócios e relações institucionais da Stellar Gaming, holding brasileira detentora das marcas EstrelaBet e VUPI.

Na entrevista, o executivo compartilha sua visão sobre o impacto da Copa do Mundo no comportamento dos apostadores, as estratégias para o período e os desafios que o mercado brasileiro ainda precisa enfrentar.

De acordo uma pesquisa feita pelo Data-Makers a pedido do Resenha Digital Clube, 62% dos fãs de esportes disseram que pretendem gastar mais com apostas durante a Copa do Mundo. De que forma a EstrelaBet está se preparando para o período do Mundial?

A EstrelaBet, como todo o grupo Stellar Gmaing, é uma marca conectada com o esporte. Nosso histórico traz inclusive o apoio à Copa do Mundo Feminina da FIFA de 2023.

O Mundial de 2026, que será histórico, não é diferente. Estamos nos preparando não só em experiência de cliente, fornecendo um site cada vez mais rápido, com mais opções, mas também elevando a conexão com nosso cliente em diversas plataformas.

Cashback, super odd, bônus, apostas ao vivo… Qual estratégia você acredita que terá maior apelo junto ao público apostador durante o período dos jogos?

A Copa do Mundo terá um período de 38 dias de competição, com 48 países. Isso também demanda de nós uma variação de estratégia para adequar corretamente com o público, que estará em “modo diversão” e poderá explorar também os jogos online, não somente as apostas esportivas. Assim, o nosso time estará preparado para levar ao cliente a melhor opção sempre.

Ano passado, foi realizada a primeira edição da Copa do Mundo de Clubes. Houve algum aprendizado deixado por esse torneio que poderia ser aplicado agora no Mundial de seleções?

O aprendizado principal está no fato de que teremos, mais uma vez, de estar prontos. Os números no Mundial de Clubes foram muito positivos, com a participação dos clientes se divertindo com as apostas. Obviamente, a Copa de seleções demanda mais, e por isso já viemos nos preparando junto com nossos parceiros de tecnologia para que tudo funcione bem.

Ao contrário de outras edições do torneio, a seleção brasileira não chega como a grande favorita e teve um período pré-Copa atípico, marcado pela passagem de quatro técnicos diferentes (Ramon Menezes, Fernando Diniz, Dorival Júnior e agora Carlo Ancelotti) e pela sua pior campanha na história das Eliminatórias da Conmebol. Você acredita que esse cenário pode ter um impacto negativo a ponto de diminuir o engajamento dos torcedores nas apostas?

Apesar da fase ruim da seleção brasileira, não acredito que isso impactará, porque não somente a torcida é um motor do entretenimento, mas sim o esporte. Logo, as seleções favoritas tem jogadores que hoje são bem conhecidos dos apostadores, e devem trazer o equilíbrio que a seleção brasileira pode afetar. Mas o coração verde eamarelo fala mais alto: eu sigo confiante no hexacampeonato!

O que pode ajudar a reter um apostador, a torná-lo um usuário fiel? Por exemplo, fazer com que uma pessoa que entrou na plataforma para apostar nos jogos do Brasil permaneça como cliente após o fim da Copa do Mundo e explore também o cassino online? 

O que determina a permanência do usuário é sempre a experiência dele no site. Estabilidade, segurança, resposta, atendimento e oferta de produtos. A soma dos fatores garante que ele seguirá se divertindo na operação. Permanecer como cliente após a Copa do Mundo demandará um trabalho do time de oferecer outras opções para o cliente explorar dos produtos, sempre de forma responsável  e ciente de que o espaço é de entretenimento.

É consenso na indústria que o Brasil enfrenta uma dificuldade no combate às bets ilegais. Você acredita que esse problema tende a se acentuar durante a Copa do Mundo, período no qual haverá mais eventos esportivos, mais publicidade sendo veiculada e, possivelmente, uma dificuldade maior na fiscalização por parte do ente regulador?

As bets ilegais hoje possuem uma oferta robusta de cassino, muitos deles inclusive fraudulentos e sem qualquer certificação. É difícil imaginar o impacto durante o Mundial, mas o regulador tem mais a contribuir, junto ao poder Executivo, com comunicação adequada à população de buscar somente o entretenimento nas operações reguladas.

De todo jeito, qualquer aposta realizada fora do mercado regulado é um impacto para o país, que deixa de controlar, arrecadar e sujeita o jogador a um ambiente desfavorável. É preciso combater sempre, e a Copa do Mundo dará mais oportunidades de encontrar e enfrentar aqueles que insistem em operar ilegalmente.

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