Em 2025, 26,3% dos lares brasileiros fizeram algum tipo de aposta (online ou física), segundo um estudo da NielsenIQ Brasil, empresa de análise de dados de consumo. A liderança ficou com a Mega-Sena, que registrou 15,8% de participação. Em segundo lugar, vem o Jogo do Tigrinho, com 7,7%.
Aparecem em seguida: jogo do bicho (3,9%), bets (3,6%), bingos (2%) e pôquer (0,1%). A categoria “outros” figura na pesquisa com 3,2%.
“O Jogo do Tigrinho apresenta maior presença de apostadores de Nível Socioeconômico (NSE) médio (63,3%). Já na Mega-Sena, são mais frequentes os jogadores de NSE alto (45,5%). A pesquisa também mostrou que lares mais jovens têm maior presença no Tigrinho, com 42,4% dos apostadores até 35 anos. Na Mega-Sena, 49,1% têm mais de 51 anos”, afirma a NielsenIQ Brasil.
Imagem: reprodução/NielsenIQ BrasilO Nordeste é a região do Brasil com mais domicílios apostadores (29%), com o Sul logo atrás (28,3%). Do total de lares que apostam no país, 49% têm a busca por renda extra como objetivo principal. “Já 43,5% esperam uma grande mudança na vida. Este segundo perfil é mais comum na Mega-Sena e tende a realizar jogos mais casuais, com menor frequência”, diz a pesquisa.
O estudo classificou ainda os apostadores em três perfis diferentes:
Casuais — jogam, pelo menos, uma vez ao mês e respondem por 73% dos lares apostadores.
Pro — apostam uma vez por semana e são 28% dos lares apostadores.
Elite — assim como a categoria Pro, também apostam uma vez por semana, gastando mais de R$ 100 por mês com a atividade. Eles respondem por 9,3% dos lares apostadores.
Segundo a NielsenIQ Brasil, há ainda uma diferença no impacto na renda de acordo com a modalidade de aposta escolhida. Entre os que apostam no Jogo do Tigrinho, 51,1% gastam entre R$ 30 e R$ 100 por mês. As pessoas desse grupo têm renda mensal entre R$ 1,4 mil e R$ 2,8 mil, com as apostas representando de 1% a 7% do orçamento dos indivíduos.
O cenário muda na Mega-Sena: 55,5% dos apostadores gastam até R$ 30 por mês, revelando um padrão mais moderado em termos da quantidade de dinheiro direcionada à atividade.
Mais dados do estudo da NielsenIQ Brasil estão disponíveis neste link.