O governo federal divulgou, em publicação nas redes sociais, que mais de 326 mil pessoas já aderiram à Plataforma Centralizada de Autoexclusão das bets. A informação foi publicada oficialmente nesta sexta-feira, 27 de fevereiro.
Com frases como "bet não é investimento" e "apostar pode gerar dependência levar à perda de dinheiro, problemas na sua família e na sua saúde mental" nas postagens, o governo federal busca estimular a adesão ao autobloqueio. Grande parte dos comentários do LinkedIn e do Instagram questiona a decisão em regulamentar as apostas online e pede que sejam novamente proibidas, enquanto algumas pessoas pedem maior restrição da publicidade para o setor.
A ferramenta de autoexclusão, lançada em dezembro, permite que os usuários solicitem, em um único pedido, o bloqueio simultâneo de seus cadastros em diferentes operadores licenciados no país. Além do encerramento das contas, os participantes passam a ficar impedidos de criar novos registros e deixam de receber publicidade direcionada do setor de apostas.
A ferramenta também fornece informações sobre pontos de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) onde a pessoa pode buscar ajuda para tratar de problemas relacionados ao jogo. A qualificação de 20 mil profissionais da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS-SUS) faz parte dos planos do relatório final do Grupo de Trabalho Interministerial (GTI) de Saúde Mental e de Prevenção e Redução de Danos do Jogo Problemático, publicado em setembro do ano passado, e que traz um conjunto de medidas para proteger os apostadores.
Além da plataforma de autoexclusão, outras ações, algumas das quais já em curso, também estão previstas: