UNIÃO DE ESTADOS E ORGÃOS FEDERAIS

Presidente da Loterj defende força-tarefa nacional para combater bets ilegais

Imagem: reprodução/Esferacast
08-01-2026
Tempo de leitura 2:05 min

Em entrevista ao podcast Esferacast, o presidente da Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj), Hazenclever Lopes Cançado, defendeu a realização de uma força-tarefa para combater os operadores ilegais de apostas online.

“O maior empenho que nós estamos precisando é unir os estados, os órgãos e organismos federais, como Receita Federal, como Polícia Federal, Coaf, Banco Central, com quem nós temos constante diálogo, para a criação de uma força tarefa para combate às casas de apostas irregulares, às dezenas de milhares de casas de apostas irregulares que funcionam no Brasil, que ainda são a porta de entrada para o tráfico, para milícia, para o narcotráfico, para a lavagem de dinheiro e para vários outros crimes”, defendeu Cançado, em entrevista publicada na quarta-feira, 7 de janeiro. 

Em junho de 2025, foi estimado que mais da metade do mercado nacional de apostas online opera na ilegalidade, provocando prejuízos bilionários aos cofres públicos e expondo consumidores a riscos. O dado consta no estudo inédito “Fora do Radar: Dimensionamento e impactos socioeconômicos do mercado ilegal de apostas no Brasil”, elaborado pela LCA Consultores em parceria com o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) e Instituto Locomotiva.

Segundo o levantamento, entre 41% e 51% das apostas feitas no Brasil ocorrem em plataformas não regulamentadas. Essa atuação ilegal provocou, apenas no segundo trimestre de 2025, uma perda fiscal (ou seja, valor que o governo deixou de arrecadar) estimada entre R$ 1,8 bilhão e R$ 2,7 bilhões. Em 12 meses, o rombo pode atingir R$ 10,8 bilhões.

O valor seria suficiente para pagar o salário anual de até 184 mil professores da educação básica ou construir 41 mil unidades do programa Minha Casa, Minha Vida.

Na conversa com o Esferacast, Cançado destacou também o trabalho da Loterj, que promoveu o credenciamento de casas de apostas em nível estadual. O processo foi iniciado antes mesmo da regulamentação nacional.

As nossas casas de apostas têm que ter as melhores práticas de jogo responsável, de compliance, de combate ao jogo irregular, de combate à manipulação de resultados e um ecossistema de ações modernas, usando o que temos de melhor na nossa experiência da Loterj, na nossa interlocução com outros mercados por todos os continentes para trazer isso pra dentro da Loterj”, argumentou.

Cançado comentou ainda a regulamentação dos terminais de videoloteria (VLTs), oficializada por um decreto de agosto de 2025. Segundo ele, a expectativa é gerar em torno de 65 mil empregos diretos e indiretos nos próximos dois anos com a exploração legal da modalidade.

E aí o grande passo seguinte é a aprovação, no Congresso Nacional, da legalização, no Brasil, dos cassinos, dos bingos, todos os jogos de azar. Trazer para a luz do sol todos os jogos que persistem funcionando na obscuridade e na clandestinidade”, defendeu Cançado, em referência ao projeto de lei (PL) 2.234/22, que aguarda votação no plenário do Senado.

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