Nota oficial

IBJR reforça que jogos não devem ser encarados como "garantia de renda" ou "enriquecimento rápido"

27-06-2024
Tempo de leitura 1:36 min

O Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) publicou uma nota no LinkedIn abordando a questão de cassinos online não auditados, com ganhos fictícios ou falsos

O posicionamento ocorre em um momento no qual diversos veículos de comunicação têm publicado matérias com relatos de pessoas que perderam grandes quantias de dinheiro ou tiveram problemas com plataformas de apostas.

Em um dos casos, por exemplo, uma mulher de 28 anos ganhou cerca de R$ 96 mil no Fortune Tiger (“Jogo do Tigrinho”), mas teve a conta bloqueada, não conseguiu sacar o prêmio e acionou a Justiça, como repercutido pelo UOL.

Na nota, o IBJR ressaltou a importância da regulamentação do setor. “Um processo transparente, sério, e com regras claras certamente coibirá o avanço do mercado informal com práticas nocivas como as que vêm sendo apresentadas pela mídia”, diz o texto.

“Um mercado regulado parte impreterivelmente de sistemas auditados, em que os jogos ofertados são certificados por laboratórios credenciados, reconhecidos internacionalmente. Isso significa que os jogos oferecidos no Brasil seguirão os mesmos padrões de mercado oferecidos em países como Inglaterra, Alemanha, Dinamarca, Suécia, entre outros”, acrescenta.

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O IBJR lembrou ainda que o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) publicou o Anexo X, com diretrizes a serem seguidas em promoções e propagandas.

Entre as regras, está a proibição de que esse tipo de conteúdo seja direcionado ao público menor de idade ‒ como repercutido pelo Yogonet, há relatos de crianças e adolescentes fazendo divulgação de apostas online e também jogando

Para o instituto, há uma responsabilidade conjunta entre produtores de conteúdo, operadores de apostas, grupos de mídia e redes sociais no combate a esse tipo de situação.

“É premissa básica da publicidade do setor de apostas ao redor do mundo que os jogos, cassinos, slots e outras modalidades sejam vistos como produtos de entretenimento, baseados na imprevisibilidade do resultado, e jamais devem ser encarados como garantia de renda, enriquecimento rápido ou potencial solução para pagamento de dívidas”, disse o IBJR.

“Por fim, o IBJR ressalta que somente a regulamentação poderá criar as diretrizes definitivas para que o Brasil tenha as melhores estratégias para lidar com problemas que só acontecem hoje devido à procrastinação do processo regulatório brasileiro ao longo dos últimos anos”, concluiu.

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