Durante o South Summit Brazil 2024, realizado em Porto Alegre durante esta semana, especialistas afirmaram que a regulamentação das apostas esportivas precisa avançar de maneira efetiva no Brasil.
A informação é do jornal Correio do Povo.
Através de portarias, o Ministério da Fazenda está regulando o mercado com regras a serem seguidas pelos operadores depois da aprovação da Lei 14.790/23, mas o mercado sente a necessidade de resolução em alguns pontos, como a publicação da norma para regulamentar a taxa de licença para operar no Brasil.
“Ninguém sério quer que a coisa siga na zona cinzenta”, defendeu o consultor da Axis Veritas, Marcelo Corrêa, durante o evento. “É importante para termos um parâmetro exato do mercado. Vamos separar os responsáveis dos irresponsáveis”, acrescentou.

Segundo Corrêa, os números estimam que as apostas cresceram 250% de 2019 até 2024. “É uma realidade. Não tem mais como recuar”. Esse avanço é o que motiva o governo federal a buscar a tributação. Segundo ele, o segmento movimentou 50 bilhões de reais no último ano. Número superior ao das loterias da Caixa.
De acordo com o CEO da Play Big, Rafael Reuter, o Brasil superou a Inglaterra no começo de 2024 como o país com o maior número de apostas. “Essa morosidade da regulamentação só traz prejuízos”, disse.
O diretor no Brasil do Betsson Group, André Gelfi, destaca que a atividade se trata de entretenimento e tem que ser encarada desta maneira. “Isso precisa ser discutido. Somos responsáveis pelas pessoas e a conscientização é fundamental”, compreendeu. “Não pode trazer mais dano do que benefício para a sociedade”.
Reuter complementou: “não é um meio de vida”.