O governo federal arrecadou, em abril, R$ 1,1 bilhão com a tributação sobre o setor de apostas e jogos online. Com isso, o total dos quatro primeiros meses do ano alcançou R$ 4,5 bilhões, um crescimento de 99% em comparação com o mesmo período de 2025.
Os números foram divulgados em uma coletiva de imprensa da Receita Federal na quinta-feira, 21 de maio. O relatório completo da arrecadação está disponível neste link.
No caso do setor de apostas, o montante diz respeito não apenas ao tributo cobrado sobre o Gross Gaming Revenue (GGR) das empresas, mas inclui a totalidade de impostos pagos pelo segmento.
O GGR, inclusive, foi alvo de aumento gradual na alíquota. Inicialmente estabelecido em 12% pela regulamentação das bets, ele subiu para 13% neste ano, com previsão de ir para 14% em 2027 e 15% em 2028.
Ao mesmo tempo em que começou a operar dentro de um modelo regulatório e a recolher impostos, o setor de apostas enfrenta críticas públicas de diferentes políticos e de setores da economia que frequentemente associam a atividade ao aumento do endividamento da população.
Essa visão é rebatida por entidades do setor, como a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR). Em abril, por exemplo, a ANJL o Instituto de Pesquisas Datafolha para que forneça informações sobre os critérios técnicos e a metodologia utilizada em uma pesquisa prestes a ser divulgada que insere as bets entre os fatores de endividamento.
Para a ANJL, a inclusão da indústria de apostas esportivas e jogos online nesse contexto pode levar a "associações indevidas, generalizações inadequadas e conclusões potencialmente distorcidas. Isso porque, por exemplo, as perguntas formuladas, conforme divulgado pela imprensa, não distinguem os operadores de apostas legais dos ilegais".