A pesquisa Genial/Quaest de maio sobre intenção de voto para a eleição presidencial, divulgada nesta quarta-feira, 13 de maio, também questionou os entrevistados sobre a nova versão do programa Desenrola Brasil do governo federal e seu impedimento de que os endividados cadastrados façam apostas online pelo período de um ano.
Na pergunta "Acha certo proibir apostas online para quem aderir ao Desenrola 2.0?", 79% dos eleitores são a favor da proibição de apostas online para quem aderir ao Desenrola.
Entre o eleitorado que se classifica como “lulista”, 81% são a favor da proibição. Já para os “bolsonaristas”, o percentual favorável é de 68%. Enquanto isso, 80% dos entrevistados que se consideram “independentes” também concordam com o veto.
Apesar das diferenças políticas que costumam marcar os dois grupos, a maioria dos eleitores dos principais nomes cotados para a sucessão presidencial converge em apoio ao impedimento.
A pesquisa Quaest ouviu 2.004 eleitores, com idade a partir dos 16 anos, entre os dias 08 e 11 de maio. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
Proibição
Outras pesquisas também vêm captando o sentimento da população em relação às bets. Uma pesquisa publicada no final de abril pela Atlas Intel/Bloomberg demonstrou que os brasileiros têm uma visão negativa sobre as apostas online em si: 63,2% acreditam que as bets trazem somente prejuízos. Apenas 0,5% disseram que elas possuem mais benefícios do que malefícios.

Quando questionados sobre uma eventual proibição da atividade, 70% disseram que “concordam totalmente” com a ideia. A porcentagem sobe para 80% quando a afirmativa é “as empresas de apostas deveriam pagar mais impostos”.
Também em abril, a Confederação Nacional do Transporte (CNT) divulgou o resultado de uma pesquisa com cerca de dois mil entrevistas sobre as eleições e o cenário político do Brasil. O levantamento incluiu perguntas relacionadas às apostas online, com a maioria dos entrevistados demonstrando uma opinião negativa sobre o setor.
Para 71,9% dos respondentes, as bets representam um “problema grande” para a sociedade brasileira. Em seguida, vêm os que acreditam que são um “problema médio” (12,2%) e que não representam um problema (8,7%). Para 2,2%, são um “problema pequeno”, ao passo que 4,9% não souberam ou não responderam.