Um grupo de quatro deputados federais apresentou um requerimento para que seja realizada uma audiência pública sobre as apostas online. O pedido, protocolado em 30 de abril, foca em pontos como o projeto de proibição das bets (PL 1.808/2026), mecanismos de fiscalização e controle do setor, atuação de sites ilegais e riscos de lavagem de dinheiro.
A ideia é que a audiência ocorra de forma conjunta entre a Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado e a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle (CFFC) da Câmara dos Deputados. O requerimento é assinado pelos deputados Delegada Adriana Accorsi (PT-GO), Alencar Santana (PT-SP), Alexandre Lindenmeyer (PT-RS) e Carol Dartora (PT-PR).
Segundo o pedido, a audiência busca avaliar a capacidade de resposta do poder público diante do avanço das apostas online, além de discutir o papel de órgãos reguladores e de fiscalização.
Entre os convidados sugeridos estão representantes da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), do Tribunal de Contas da União (TCU), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, da Secretaria de Comunicação Social (Secom), da Polícia Federal e da Advocacia-Geral da União (AGU).
Na justificativa do requerimento, os parlamentares destacam que o Brasil já figura entre os maiores mercados de apostas do mundo. O documento também aponta preocupações com o avanço do setor, como o aumento do endividamento das famílias, o uso de plataformas para lavagem de dinheiro, além de investigações que envolvem possíveis conexões com o crime organizado e manipulação de resultados esportivos.
Há ainda menções ao uso de contas de terceiros, operações com criptomoedas e dificuldades de rastreamento financeiro em plataformas que operam fora do país.
Para os autores do pedido, a audiência pública é essencial para reunir autoridades, especialistas e representantes do setor, permitindo um diagnóstico mais amplo sobre os impactos das apostas no Brasil.
O requerimento ainda precisa ser aprovado na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado para que a audiência pública seja oficialmente convocada.