REPERCUSSÃO DO PRONUNCIAMENTO DO DIA DA MULHER

ABC-BET apresenta dados e questiona críticas de Lula ao mercado de apostas

Imagem: Ricardo Stuckert/PR/Agência Brasil
11-03-2026
Tempo de leitura 1:33 min

A Associação Brasileira de Conformidade, Boas Práticas, Ética e Transparência em Apostas (ABC-BET) divulgou uma nota oficial em resposta às críticas do presidente Luiz inácio Lula da Silva (PT), que classificou o vício em apostas como “um drama que atinge os lares brasileiros”.

Em pronunciamento especial do Dia da Mulher, que foi ao ar em cadeia nacional na noite de sábado, 7 de março, Lula criticou a expansão das apostas online e afirmou que "embora a maioria dos viciados sejam homens, a conta recai sobre as mulheres. É o dinheiro da comida, do aluguel, da escola das crianças que desaparece na tela do celular”.

Mesmo com a fortes palavras, o mandatário não especificou que tipo de medida pretende tomar. Parte da indústria, no entanto, viu, na mensagem, uma ameaça de proibição dos cassinos online.

A nota da ABC-BET apresenta dados técnicos sobre o mercado regulado e questiona aspectos da política governamental para o segmento. O posicionamento aborda quatro eixos: padrão de consumo dos apostadores, destinação de recursos para saúde pública, diferenciação entre mercado legal e ilegal e impactos da carga tributária.  esportivas.

Dados

Como um dos principais argumentos para refutar as críticas do governo federal, a entidade aponta os impactos da carga tributária ("entre as mais altas do mundo") sobre o comportamento dos apostadores, dá exemplos de tributação que considera excessiva e aponta os riscos do mercado ilegal. 

A entidade também afirma que as estatísticas apontam para o gasto de aproximadamente R$ 122 mensais em plataformas autorizadas, representando menos de R$ 30 semanais e valor médio diário abaixo de R$ 4 o que caracterizaria uma atividade de entretenimento com gastos moderados.

"Se o discurso público insiste em tratar o transtorno de jogo como um grave tema de saúde pública, é incoerente que apenas 1% das destinações legais seja reservado ao Ministério da Saúde, enquanto parcelas substancialmente maiores são direcionadas a outras áreas. Não é sério dramatizar os efeitos sanitários da atividade e, ao mesmo tempo, relegar a saúde a um papel residual na repartição dos recursos", afirma a nota.

O documento expõe essa discrepância como ponto central da crítica à atual política governamental, e sugere que há descompasso entre a classificação do problema e as medidas práticas adotadas.

A nota completa pode ser lida nesta link. 

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