Após falhar na prova de conceito, realizada nesta segunda-feira, 9 de fevereiro, a LottoPro Jogos de Apostas e Gestão de Lotéricas Ltda, empresa que ofereceu o maior percentual de repasse ao governo sul-mato-grossense no processo licitatório da sua loteria estadual, a Lotesul, enfrenta risco de desclassificação.
A empresa, cuja proposta de repasse foi de 43,36% da receita bruta ao estado, valor significativamente superior ao mínimo exigido de 14,33%, não conseguiu demonstrar a funcionalidade para conectar seu sistema ao cofre eletrônico estadual, requisito obrigatório do edital, segundo o Campo Grande News.
A LottoPro não apresentou a funcionalidade específica para conexão com o servidor do cofre eletrônico do governo estadual, mecanismo considerado essencial para auditoria das operações da loteria, conforme estabelecido nas regras da licitação —que estabelece a desclassificação da empresa que deixar de atender os requisitos.
Segundo a reportagem, a pregoeira Maria Julieta Grance Martines afirmou que a prova foi encerrada para receber a análise técnica, sob responsabilidade de uma comissão da Sefaz (Secretaria Estadual de Fazenda) e Setdig. “O prosseguimento será publicado no Diário Oficial do Estado, com a tomada de decisões”.
A empresa informou que pode cumprir a exigência e espera ser chamada para continuidade da prova.
Após duas tentativas frustradas em 2025, a licitação da plataforma tecnológica da Loteria Estadual de Mato Grosso do Sul (Lotesul) ocorreu no dia 23 de janeiro, com valor de R$ 51.474.339,31, montante que corresponde à receita projetada para a operação do serviço ao longo do contrato para implantação e operação da plataforma tecnológica responsável pelo controle das atividades lotéricas da Lotesul.