O presidente do Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), Andre Gelfi, fez um balanço sobre o atual cenário das apostas no Brasil em entrevista recente à rádio Itatiaia, de Minas Gerais.
Gelfi afirmou que a regulamentação do setor vive o momento de "separar o joio do trigo", já que a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda determinou, na portaria 1.475, que as bets que não deram entrada no pedido de autorização federal devem deixar de ofertar apostas a partir do dia 1º de outubro.
"Precisamos entender que há diferenças entre casas de apostas sérias, que seguem as regras, e casas de apostas oportunistas, que fazem falsas promessas", disse. "A atividade de apostas é entretenimento, é engajamento com esportes e não uma forma de ficar rico. Se quiser ficar rico, vai trabalhar. Quem ganha dinheiro com as apostas são as casas de apostas, que fazem a intermediação", taxou.
Exemplos de regulação
Ele também afirmou que as experiências países com décadas de regulação, como Inglaterra, Espanha e EUA, servem como modelo de orientação para o mercado brasileiro. "Essas experiências podem ser perfeitamente aplicadas aqui. Aliás, o Ministério da Fazenda tem ido nesse sentido, de tratar esse mercado da melhor forma possível, mitigando essas consequência indesejáveis como a ludopatia e o vício".
O presidente do IBJR também afirma que é preciso olhar com ceticismo para as pesquisas que apontam o consumo das apostas por um público de baixa renda e que enxerga a atividade como forma de enriquecimento.
"Os dados que temos hoje não são necessariamente fidedignos, falta a regulamentação para que a gente tenha dados oficiais, [possa] processá-los e cruzá-los com o consumo da família brasileira para entender exatamente como esse mercado está funcionando. A partir da regulamentação em janeiro será mais fácil a gente diagnosticar e tratar da melhor forma."
Sobre a questão da Integridade no esporte, Gelfi afirmou que o mercado tem a expectativa de que o Ministério do Esporte publique uma portaria específica para tratar do tema, que passa pela conscientização dos atletas.
Assista à entrevista na íntegra: