Após quase um mês sem reuniões, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas do Senado volta a ter depoimentos com foco em transações financeiras do mercado de apostas.
Nesta terça-feira, 3 de setembro, o colegiado ouvirá o secretário de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, Regis Dudena, sobre "transações de pagamentos que tenham por finalidade a realização de apostas de quota fixa", informa a Agência Senado.
O senador Carlos Portinho (PL-RJ), autor do requerimento para a oitiva, afirma ser importante conhecer as regras de rastreamento do poder público para movimentações suspeitas e criminosas, tais como lavagem de dinheiro, e os "mecanismos utilizados pelas operadoras de apostas para suas transações de pagamentos".
Senador Carlos Portinho (imagem: Pedro França/Agência Senado)
Na segunda parte da reunião, o depoimento será de Rodrigo Alves, presidente da Associação Brasileira de Apostas Esportivas (Abaesp), que explicará a atuação das empresas de apostas no combate e prevenção à manipulação de resultados esportivos.
O requerimento que convidou Alves afirma que o objetivo é esclarecer "as políticas e diretrizes internas que regem as operações das empresas de apostas esportivas no país", segundo a reportagem.
Receita Federal
Já na quarta-feira, 4 de setembro, Robinson Barreirinhas, secretário especial da Receita Federal, será ouvido para explicar explicar "as obrigações tributárias das empresas de apostas de quota fixa, as chamadas bets, e a incidência de impostos sobre os prêmios obtidos nessa modalidade de apostas", segundo a Agência.
O requerimento, também de Portinho, chama atenção para as "elevadas remessas para o exterior por meio de apostas esportivas e destacou a 'insegurança' em torno do tema".
“Imperioso saber inicialmente se essas plataformas de apostas esportivas que operam abertamente no mercado nacional, inclusive patrocinando inúmeros clubes das séries A e B do Campeonato Brasileiro de Futebol, anunciando em diversos veículos midiáticos de TV aberta, estão atuando de forma lícita ou ilícita no país, movimentando bilhões de reais, enviando esses recursos para outros países, não recolhendo os tributos devidos”, afirmou Portinho.