Afirmando que a entidade que preside não teria elementos e seria incapaz de ajudar nas investigações da CPI da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas no Senado, o presidente da Associação Brasileira de Apostas Esportivas (Abaesp), Rodrigo Alves, recusou o convite para depor ao colegiado no dia 10 de julho. A informação é de Lauro Jardim, colunista de O Globo.
Em carta ao presidente da comissão, senador Jorge Kajuru (PSB-GO), Alves afirma que não irá ao Senado por "ausência de pertinência temática".
"Todos os membros (da associação) são pessoas físicas e se encontram justamente no lado oposto dessa relação de consumo. Dessa forma, não temos legitimidade ou representatividade para tratar de temas como mecanismos de cooperação, ou políticas e diretrizes que regem a atuação destas empresas no país", escreveu na carta.
Criada em abril de 2024, a CPI ouviu, até o momento, presidentes de clubes, representantes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), especialistas da Sportradar e da Genius Sports, entre outros.
O ex-assessor especial do Ministério da Fazenda José Francisco Manssur, um dos grandes responsáveis pela formulação do texto de regulamentação das apostas esportivas, depôs na última terça-feira, 2 de julho, na CPI do Senado.
Ele confirmou que o então presidente da Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), Wesley Cardia (hoje não mais no cargo), denunciou ter recebido um pedido de propina para favorecer o setor na CPI das Apostas Esportivas realizada pela Câmara dos Deputados, em 2023.
"A minha reação foi: não pague absolutamente nada a ninguém. Procure as autoridades e relate a elas o que o senhor está relatando a mim", contou Manssur.
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