Ao menos 40 empresas que entraram com pedido para operar no mercado regulado de apostas online são controladas por companhias estrangeiras. É o que aponta um levantamento feito pelos advogados Pedro Simões e Felipe Getz, do escritório Veirano Advogados, e compartilhado com exclusividade pelo jornal O Globo.
Empresas britânicas são a maioria na lista, mas há também companhias dos Estados Unidos, México, Espanha, Austrália, Filipinas, Armênia, Chipre e Gibraltar. O estudo não conseguiu avaliar a composição de onze empresas por falta de dados.
Quanto à distribuição geográfica do total de empresas que pediram a licença federal para operar apostas e jogos online, 67 bets escolheram São Paulo como estado-sede para suas operações no Brasil. Outras empresas escolheram o Rio de Janeiro (9) e Minas Gerais (7), sendo que o Sudeste representa três quartos do total de requerimentos.
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Foram 16 pedidos no Nordeste - para os estados do Ceará, Paraíba, Pernambuco e Piauí -, ao passo que o Sul conta com 10 pedidos, o Centro-Oeste com 4 e não há nenhum no Norte.
Como o Yogonet noticiou, a tendência agora é de que fusões e aquisições diminuam o número de empresas no mercado. Empresas pequenas, que não conseguiram cumprir os requisitos mínimos para a regulamentação, estariam no radar de players maiores.
"Os requisitos para obtenção da licença, tanto financeiros quanto de participação mínima de capital brasileiro, já levaram a algumas parcerias para este primeiro momento, uma vez que diversos grupos se juntaram para fazer o pedido e assegurar a capacidade de operar legalmente em 1º de janeiro de 2025" disse ao Globo Clarissa Yokomizo, sócia da área de Fusões e Aquisições e de Jogos e Apostas do Veirano Advogados.