O Google pediu à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas do Senado um prazo maior para realizar a quebra do sigilo telemático (processo legal que permite a obtenção e análise de informações digitais para fins investigativos ou judiciais) de William Pereira Rogatto, suposto chefe de uma quadrilha que teria manipulado apostas em campeonatos de futebol.
A informação é do jornalista Guilherme Amado, colunista do Metrópoles.
Feito pela senador Romário (PL-RJ) em meados de junho, o pedido foi baseado em uma investigação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) em que Rogatto aparece "em interceptações de mensagens, mencionando pagamentos a jogadores aliciados, realizando apostas fraudulentas e conversando com interlocutores sobre os lucros obtidos”, segundo o texto.
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De acordo com o requerimento, Rogatto teria coordenado “durante ao menos quatro anos, um poderoso esquema de manipulação de resultados no futebol com atuação nos estados de São Paulo, Sergipe e Distrito Federal, o que o levou a figurar com destaque em duas das mais importantes operações de investigação conduzidas no Brasil”.
"O Google é firme no seu propósito de cooperação com as autoridades brasileiras, respeitados os parâmetros da Constituição e legislação brasileiras, e permanece à disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos”, afirmou a empresa em carta aos senadores.