A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA) divulgou o resultado de uma pesquisa que investigou o comportamento da população em relação à sua vida financeira.
Segundo o relatório, 14% dos brasileiros fizeram, pelo menos, uma aposta online em 2023, o equivalente a aproximadamente 22 milhões de pessoas (mais do que o número de pessoas que investiu em títulos privados, fundos de investimento, títulos públicos e planos de previdência).
Desse grupo, 40% declarou que a principal motivação para apostar foi a “possibilidade de ganhar dinheiro rápido em momento de necessidade”, enquanto a “possibilidade de ter um retorno alto” foi citada por 39% dos entrevistados. Há ainda quem diga “usar as bets por diversão” (26%), “pela emoção de apostar” (25%) ou “pela oportunidade de apostar valores pequenos” (20%).
Imagem: ANBIMA
“Duas em cada dez pessoas apostadoras (22%) consideram as bets uma forma de investimento financeiro. O índice chega a 25% entre os homens. Em relação ao estrato social, há pouca diferença: 25% na classe D/E, seguida da A/B (22%) e da C (21%). Considerando os apostadores por geração, os boomers (63 anos ou mais) são a faixa etária que se destaca ao ver as apostas esportivas como investimentos (38%),”, afirma o relatório da pesquisa da ANBIMA.
O dado de que uma parcela das pessoas vê as apostas como uma forma de investimento chama a atenção, já que a lei 14.790/2023 proíbe que publicidades apresentem as bets dessa forma e o próprio setor defende que os jogos são, na verdade, entretenimento e diversão.
A pesquisa aponta ainda que a faixa etária que mais fez uso das bets em 2023 foi a de pessoas entre 16 e 27 anos, a chamada geração Z (29%). Em segundo lugar, vem a geração Y/millenials (28 a 42 anos), com participação de 18%.
O relatório completo com todas as conclusões da pesquisa está disponível neste link.