A CPI das Apostas Esportivas no Senado - que passará a se chamar 'CPI da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas – CPIMJAE', a pedido do presidente da comissão, Korge Kajuru (PSB-GO) - começa efetivamente nesta segunda-feira.
Às 15h, O acionista majoritário da SAF do Botafogo, John Textor, será o primeiro depoente na comissão de inquérito, e testemunhará sobre as diversas denúncias de manipulação de resultados que vem aventando nos último meses.
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No convite ao bilionário norte-americano, o relator da CPI, Romário (PL-RJ), escreve que, “como ator influente de nosso futebol e dirigente de importante clube do país, Textor tem o dever de expor o que sabe”.

À coluna Radar, da Veja, Kajuru afirmou que não dava crédito às alegações do acionista do Botafogo – até ser convencido por Romário de que as acusações de Textor têm fundamento.
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“O Romário me chamou à parte e falou: ‘Pode confiar no Textor que ele tem provas. Ele não tá brincando. Um cara como ele não quer ficar desmoralizado.’ Eu não estava confiando no Textor em nada. Para mim era tudo coisa de fanfarrão”, afirmou o senador goiano ao Radar.
Recentemente, Kajuru pediu ao diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, a abertura de uma investigação para apurar as alegações do dono de 90% das ações da SAF do Botafogo.
Além de ter afirmado, há pouco mais de um mês, que havia obtido uma gravação em que um árbitro brasileiro combinava o pagamento de propina para influenciar o resultado de um jogo. Textor declarou também que as vitórias do Palmeiras sobre o Fortaleza (4 a 0), em 2022, e contra o São Paulo (5 a 0), em 2023, teriam sido manipulados por vários jogadores dos times perdedores.