Em resolução publicada na terça-feira, 19 de maio, o Banco Central (BC) determinou que bancos, instituições financeiras e de pagamento (como fintechs) e demais entidades supervisionadas pelo órgão compartilhem dados e informações relacionadas a suspeitas de atuação de pessoas físicas ou jurídicas ligadas a operadores ilegais de apostas.
As instituições devem implementar as medidas necessárias ao cumprimento da resolução até 1º de dezembro.
Segundo o BC, o sistema de compartilhamento de dados sobre fraudes já era previsto pela Resolução Conjunta nº 6/2023 e, agora, foi modificada para exigir que as instituições troquem eletronicamente informações sobre operadores de apostas não autorizadas.
A ação é mais um passo na batalha contra as empresas de apostas online que operam à margem da lei, em aumento da pressão regulatória sobre o setor pelo governo federal.
Um relatório de auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) divulgado nesta terça-feira, 19 de maio, examinou os controles adotados pela administração pública para prevenir e combater a lavagem de dinheiro no setor de apostas online e identificou fragilidades na atuação do país, especialmente em relação a mecanismos de governança e articulação entre os órgãos.
Em junho de 2025, um levantamento elaborado pela LCA Consultores em parceria com o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) e Instituto Locomotiva estimou que entre 41% e 51% das apostas feitas no país ocorrem em plataformas não regulamentadas.
Além disso, 61% dos apostadores ouvidos admitiram ter utilizado plataformas ilegais em 2025 — muitas vezes sem saber que eram irregulares.