Diferentes executivos de casas de apostas estiveram presentes no BiS SiGMA South America, realizado em São Paulo (SP) no começo de abril. Entre esses executivos estava Thiago Arruda, head de produtos e operações da Betbra.
No evento, ele conversou com o Yogonet sobre temas centrais para o setor, como o cenário da regulamentação no Brasil, os desafios enfrentados pelas operadoras e o patrocínio ao América-MG.
Em relação à Copa do Mundo, que começa em menos de dois meses, Arruda disse que a expectativa é positiva. “Acredito que todas as empresas, não só a Betbra, estão com a expectativa alta, porque a Copa do Mundo envolve uma emoção muito grande”, comentou.
Falava-se muito que a regulamentação iria trazer segurança jurídica, facilitar a geração de empregos, a atração de investimento e deixar o setor mais organizado. Em 2026, já no segundo ano de mercado regulado, você diria que essa expectativa foi atendida ou você acha que ainda há um longo caminho a percorrer?
Tínhamos uma perspectiva de que a regulamentação poderia moldar o setor de uma forma mais abrangente, No ano de 2025, não foi bem assim. Foram várias dificuldades e inconsistências jurídicas que, em alguns casos, acabaram atrapalhando um pouco o andamento que a gente esperava.
A Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) vem fazendo um excelente trabalho, moldando tudo que a gente espera, mas ainda está bem embrionário. Precisamos de um trabalho um pouco mais sério e de um apoio maior do setor, de todo mundo que opera no mercado brasileiro.
Ainda existe uma rejeição de parte da sociedade ao setor, que ainda é visto de forma negativa por uma parcela da população. Você também sente isso?
Isso vem muito da forma como as apostas são “vendidas” na mídia: a CPI [Comissão Parlamentar de Inquérito das Bets, no Senado], a imagem das bets como Jogo do Tigrinho, a maneira como os influenciadores passaram a visão das apostas… Isso não resume o iGaming e é um problema grave que atingiu todo o setor. É algo que deve melhorar com o passar do tempo.
A predominância do mercado ilegal também é comumente citada pelo setor como algo preocupante. Você compartilha dessa preocupação?
É um grande problema, principalmente na parte do jogo responsável. Como operadores regulados, temos um trabalho enorme para ter esse controle maior do jogo responsável, o que não ocorre no mercado clandestino.
Muitos clientes e afiliados sofrem com golpes desses operadores não regulamentados. Precisamos de uma fiscalização um pouco maior — isso poderia facilitar para a gente mostrar que o jogo responsável, da maneira como ele é trabalhado no ambiente regulado, é a forma que tem que ser em todo o Brasil.
Imagem: Mourão PandaA Betbra assumiu, neste ano, o patrocínio master do América-MG. O que essa parceria representa para vocês?
Apoiar o América-MG nesta caminhada na Série B casa muito com nosso propósito. A Betbra é uma empresa muito familiar, que começou com o sonho do nosso CEO e o América-MG traz muito dessa essência. Ele é muito ligado à família, aos moradores da região do Independência.
No primeiro patrocínio da história da Betbra, a gente queria um clube dessa essência. É uma experiência magnífica. Queremos ajudar o América a conquistar o acesso e estamos ali apoiando o clube no dia a dia, criando proximidade com o torcedor.
Daqui a cerca de dois meses, será realizada a Copa do Mundo, a primeira com mercado regulado online no Brasil e a maior em número de seleções e jogos. Como está a sua expectativa?
A minha expectativa está alta justamente por conta de ser a primeira Copa nesse cenário regulado, pela oportunidade da Betbra aparecer para o público como a bet do Brasil e pela oportunidade de trabalhar forte na aquisição e retenção de usuários.
Acredito que todas as empresas, não só a Betbra, estão com a expectativa muito alta, porque a Copa do Mundo envolve uma emoção muito grande, envolve a união das pessoas.