CBO DO GRUPO ESPORTES GAMING BRASIL

Hugo Baungartner: "Se não tivermos publicidade, como vamos separar os legais dos ilegais?"

Imagem: divulgação/Esportes Gaming Brasil
21-04-2026
Tempo de leitura 1:32 min

A publicidade desempenha um papel central na segurança do apostador e na distinção entre operadores legais e ilegais no mercado de apostas. Essa foi a principal mensagem de Hugo Baungartner, Chief Business Officer (CBO) do Grupo Esportes Gaming Brasil, durante participação no masterclass promovido pelo IAB Brasil em 14 de abril.

No evento, o executivo integrou um painel ao lado de Ricardo D'Ottaviano, Fernanda Meirelles e Fernanda Maia, debatendo os avanços do setor após a regulamentação e os desafios para sua consolidação.

Ao comentar o Projeto de Lei 3.563/2024, que propõe restrições à publicidade, Baungartner ressaltou que a comunicação é fundamental para o funcionamento do mercado regulado. “Se não tivermos publicidade, como vamos separar os legais dos ilegais? Sem ela, o apostador perde a referência para identificar quem é legalizado”, afirmou. Segundo ele, limitar a comunicação de operadores autorizados não reduz a demanda, mas tende a fortalecer o mercado clandestino.

O executivo também destacou que o setor ainda convive com percepções distorcidas herdadas do período anterior à regulamentação. “Esse período gerou a percepção de que o setor não tinha regras. A regulamentação de 2025 veio com uma régua elevada”, afirmou. Para ele, o rigor regulatório é positivo quando direcionado à proteção de públicos vulneráveis e baseado em dados.

Durante o encontro, Baungartner detalhou o nível de exigência técnica da indústria, que segue padrões internacionais semelhantes aos de mercados consolidados como Las Vegas, Mônaco e Macau. Segundo ele, cada jogo passa por múltiplas camadas de auditoria, incluindo o sistema (RCS), o gerador de números aleatórios (RNG) e o retorno ao jogador (RTP).

Sobre o jogo responsável, o executivo destacou o uso de ferramentas de monitoramento de comportamento. “Temos plataformas que acompanham a jornada do usuário, com alertas, sugestões de pausa e definição de limites. São mecanismos ativos de proteção que já fazem parte da operação”, afirmou.

Outro ponto abordado foi a regulamentação do setor B2B, atualmente em discussão na Secretaria de Prêmios e Apostas. Para Baungartner, a medida é estratégica no combate ao mercado ilegal, ao exigir licenciamento de todos os fornecedores envolvidos na cadeia.

“Dentro da operação existem diversos serviços acoplados, como jogos, ferramentas de KYC, meios de pagamento, plataformas de CRM e sistemas de jogo responsável. A regulamentação desse ecossistema exige que todos operem com licença, estrutura local e conformidade regulatória”, concluiu.

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