CASAS DE APOSTAS CLANDESTINAS

Goleiro Bruno tem perfil derrubado no Instagram após divulgar bets ilegais

Imagem: reprodução/Franciele Julião/Rede Amazônica Acre
06-03-2026
Tempo de leitura 2:09 min

O goleiro Bruno teve o perfil no Instagram derrubado após divulgar sites ilegais de apostas nos stories. Em contato com o Yogonet nesta sexta-feira, 6 de março, a Secretaria de Prêmios (SPA) do Ministério da Fazenda informou que a conta do atleta foi tirada do ar após a pasta acionar a Meta e encaminhar prints das divulgações irregulares. Na rede social, Bruno tinha mais de 351 mil seguidores.

A SPA também encaminhou o domínio das bets clandestinas para a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) proceder com o bloqueio dos endereços eletrônicos. Como noticiado pelo Yogonet no começo da semana, as plataformas divulgadas por Bruno não tinham a licença federal. Desde o início do mercado regulado, em 2025, a autorização é obrigatória para todos os sites de apostas com atuação nacional.

Stories divulgados no perfil do goleiro Bruno (imagem: reprodução/Instagram)

Além disso, a divulgação feita pelo atleta não trazia alertas de que a atividade é restrita a maiores de 18 anos e focava na expectativa dos ganhos financeiros, com mensagens como “vem faturar” e “amanhecer faturando” usadas nos stories.

Aos 41 anos, Bruno está atualmente no Menezes Esporte Clube, time amador de Minas Gerais. Condenado pelo homicídio de Eliza Samudio, ele teve sua liberdade condicional revogada nesta sexta-feira após descumprir a condição de não se ausentar do estado do Rio de Janeiro — em fevereiro, o goleiro viajou ao Acre para jogar por uma equipe local na Copa do Brasil, informa o jornal O Globo.

Mercado ilegal


Em junho do ano passado, foi estimado que mais da metade do mercado nacional de apostas online opera na ilegalidade, provocando prejuízos bilionários aos cofres públicos. O dado é do estudo “Fora do Radar: Dimensionamento e impactos socioeconômicos do mercado ilegal de apostas no Brasil”, elaborado pela LCA Consultores em parceria com o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) e Instituto Locomotiva. 

Segundo o levantamento, entre 41% e 51% das apostas feitas no Brasil ocorrem em plataformas não regulamentadas. Essa atuação ilegal provocou, apenas no segundo trimestre do ano, uma perda fiscal (ou seja, valor que o governo deixou de arrecadar) estimada entre R$ 1,8 bilhão e R$ 2,7 bilhões. Em 12 meses, o rombo pode atingir R$ 10,8 bilhões.

No entanto, justamente pelos operadores ilegais atuarem na clandestinidade, sem recolhimento de impostos e sem fiscalização, não é possível saber a quantia exata do prejuízo causado ou dos valores movimentados por essas plataformas. Estimativas podem variar conforme a fonte responsável pela análise. 

O combate ao mercado ilegal, inclusive, foi um dos temas mais discutidos no SBC Summit Rio 2026, evento que reuniu o setor regulado de apostas entre os dias 4 e 5 de março, no Rio de Janeiro (RJ).

Executivos e especialistas frequentemente alertam que, além da perda de arrecadação tributária, os sites clandestinos também expõem os apostadores a riscos devido à ausência de mecanismos de proteção e de promoção do jogo responsável.

A lista completa dos sites de apostas autorizados a operar em território nacional está disponível neste link. Eles podem ser facilmente identificados pela presença do domínio ".bet.br" no endereço eletrônico, adotado por todas as bets licenciadas pelo governo federal.

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