Durante o SBC Summit Rio, realizado nos dias 4 e 5 de março, o diretor de Relações Institucionais e Produtos do Esportes Gaming Brasil, Hugo Baungartner, defendeu que a consolidação do mercado regulado de apostas no Brasil depende de dois pilares principais: educação sobre o setor e previsibilidade regulatória.
A avaliação foi feita durante o painel “Quem Joga, Paga: O Jogo dos Impostos”, que discutiu os desafios fiscais e regulatórios da indústria no país.
Segundo o executivo, apesar dos avanços recentes na regulamentação das apostas no Brasil, ainda existe uma lacuna significativa de compreensão sobre como funciona a indústria, o que impacta diretamente o debate público sobre o tema.
"O mercado é recente, e ainda existe um déficit de educação. Dentro da indústria, todos conhecem o tema, mas parte da opinião pública e do poder público não entende como o setor funciona — e isso contamina o debate. A melhor resposta é educação: explicar, dialogar e ampliar o entendimento sobre a atividade", afirmou.
Para Baungartner, o amadurecimento do setor também passa pela criação de um ambiente regulatório previsível, capaz de dar segurança a investidores e parceiros comerciais que pretendem atuar no mercado brasileiro.
"O investidor e o parceiro conseguem se adaptar quando há clareza de horizonte. O problema é a mudança sem previsibilidade. Quando não se sabe o que vem pela frente, parte do investimento deixa de entrar — e isso tem impacto direto na operação, na geração de empregos e na capacidade de investir em projetos", disse.
O diretor também destacou que grande parte dos produtos e provedores que compõem o ecossistema de apostas é internacional, e observa atentamente o cenário brasileiro antes de decidir como operar no país.
Segundo ele, instabilidades regulatórias podem levar empresas a optar por modelos alternativos de atuação, em vez de estabelecer presença local com investimentos estruturados.
"Para o país, é sempre melhor quando a cadeia decide estar presente e investir localmente. Por isso, a previsibilidade é fator crucial para atravessar os próximos anos com sustentabilidade", concluiu.