O Serpro, empresa que desenvolve soluções tecnológicas que viabilizam as ações estratégicas do Estado brasileiro, destacou sua participação no painel "A Construção da Infraestrutura Digital no Mercado Brasileiro Regulado”, realizado o durante o SBC Summit Rio nesta quarta-feira, 4 de março.
Na presença de representantes do governo, operadores e empresas de tecnologia, a superintendente da Serpro, Elaine Kato, destacou o papel do Sistema de Gestão de Apostas (Sigap), desenvolvido pela empresa para integrar regulador, operadores e laboratórios certificados com segurança e governança de dados.
Entre as ferramentas apresentadas estão a Plataforma Centralizada de Autoexclusão, com cerca de 340 mil usuários ativos, e o Módulo de Impedidos, que já bloqueou aproximadamente 900 mil beneficiários de programas sociais de realizarem apostas.
“Era necessário criar um sistema capaz de se integrar aos operadores autorizados, garantir a proteção de dados pessoais e assegurar que as regras regulatórias fossem efetivamente aplicadas no ambiente digital,” detalhou Kato. “Quando olhamos para o novo mercado brasileiro, o que aparece na superfície são marcas e produtos. Mas, por trás disso, existe um ecossistema tecnológico complexo que precisa garantir integração contínua, segurança da informação e governança de dados”.
Mercado regulado
Como parte do debate, o subsecretário de Monitoramento e Fiscalização do Ministério da Fazenda, Fabio Macorin, destacou os desafios que a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA/MF) enfrentou para estruturar, em poucos meses, um sistema capaz de acompanhar o novo mercado regulamentado.
Segundo ele, apenas em 2025 foram processados cerca de 253 bilhões de registros, evidenciando a escala tecnológica necessária para a supervisão do setor. O volume de dados já recebido mostra a dimensão do novo mercado e reforça a importância de sistemas capazes de processar informações em grande escala, explicou.
Do lado dos operadores, a CIO da Casa de Apostas, Livia Troise, ressaltou que 2025 foi marcado pela adaptação às exigências regulatórias e certificações técnicas, etapa considerada essencial para garantir rastreabilidade e proteção ao usuário. Segundo ela, o próximo desafio do setor será transformar a estrutura regulatória em processos mais eficientes, sem comprometer a segurança.
Já o diretor de Políticas Públicas da Unico, Joelson Vellozo Jr., destacou a importância da regulação de toda a cadeia tecnológica, especialmente dos provedores de verificação de identidade, para fortalecer a confiança e reduzir assimetrias competitivas no mercado.
O Serpro também participa do encontro com estande próprio voltado ao diálogo com empresas e especialistas da indústria.