A Athletics Integrity Unit (AIU) aplicou penas aos lançadores de disco alemães Henrik Janssen e Steven Richter e à meio-fundista francesa Aurore Fleury por violarem o Código de Integridade da World Athletics e as regras de Manipulação de Competições (MSC) relacionadas a apostas, segundo press release divulgado.
Janssen, de 27 anos, e Richter, de 22, receberam suspensões de três meses, enquanto Fleury, de 32 anos, foi punida com suspensão de seis meses (a partir de 1º de setembro de 2025) e multa de 3 mil euros, a ser doada para instituições de caridade.
Os três atletas foram acusados de violar o Padrão de Integridade 3.3.4, relativo à “Manutenção da Integridade da Competição”, e admitiram as infrações. As regras sobre apostas proíbem todas as “pessoas aplicáveis” de apostar em qualquer evento de atletismo.
Os casos de Janssen e Richter estão relacionados ao Campeonato Mundial de Atletismo de 2025, em Tóquio, no qual ambos competiram. Durante um campeonato de preparação pré-campeonato, em Miyazaki, Japão, Janssen foi ouvido discutindo com outro atleta apostas que havia feito no evento realizado entre 13 e 21 de setembro. Um terceiro atleta o informou de que tais apostas eram proibidas.
Em declaração à AIU, Janssen admitiu ter feito três apostas em 16 de setembro, totalizando 100 euros (R$ 621), mas afirmou que não sabia que isso era proibido até ser alertado por um companheiro de equipe. Acrescentou ainda que tentou cancelar as apostas sem sucesso e que não realizou novas apostas posteriormente.
Richter também foi informado de que apostas eram proibidas pelas Regras e Regulamentos da World Athletics após ser ouvido discutindo suas apostas no Mundial. Em sua entrevista à AIU, revelou que apostou 40 euros (R$ 248), afirmando que não fez novas apostas após tentar, sem sucesso, cancelar a aposta inicial. Ambos os atletas alemães apostaram em seus próprios companheiros de equipe.
Já o caso de Fleury decorre do Campeonato Europeu de Atletismo de 2024, realizado em Roma (7 a 12 de junho), no qual a atleta apostou 2 mil euros (R$ 12,4 mil) em uma companheira de equipe e ganhou 5 mil euros (R$ 31 mil). Ela admitiu a violação à AIU, mas alegou que não sabia que se tratava de uma infração às regras da World Athletics. Diante do valor apostado, o caso de Fleury foi considerado mais grave.
Como parte das sanções, o trio foi obrigado a concluir o treinamento online do Comitê Olímpico Internacional sobre Prevenção da Manipulação de Competições, especialmente após revelarem que não haviam recebido qualquer educação sobre o Código de Integridade ou as regras de MSC. A falta de educação sobre apostas foi um dos fatores atenuantes considerados na definição das penalidades, juntamente com a admissão precoce, a demonstração de arrependimento genuíno e o histórico disciplinar limpo dos atletas.
O chefe da AIU, Brett Clothier, afirmou que as regras sobre apostas são um dos pilares da integridade esportiva, pois visam prevenir a manipulação de competições e manter o esporte livre de corrupção.
“As regras da World Athletics sobre apostas existem para garantir que os resultados do nosso esporte sejam determinados exclusivamente pelo mérito. A AIU mantém uma política de tolerância zero em relação a violações das regras de apostas, pois elas atingem o cerne da integridade do esporte”, declarou Clothier.
“Essas sanções devem servir como um lembrete claro de que não há espaço no atletismo para essa atividade proibida. Atletas e demais participantes estão avisados de que sanções mais severas podem ser aplicadas no futuro. A integridade do nosso esporte é inegociável.”
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