ATLETA TERIA FORÇADO CARTÃO AMARELO PARA BENEFICIAR APOSTADORES

STJD adia julgamento de Bruno Henrique, do Flamengo, após pedido de vista

Plenário do STJD (imagem: divulgação/STJD)
11-11-2025
Tempo de leitura 2 min

O julgamento do atacante Bruno Henrique, do Flamengo, no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), foi adiado nesta segunda-feira, 10 de novembro, após o auditor Marco Aurélio Choy pedir vista do processo.

Com isso, a análise será retomada na próxima quinta-feira, 13 de novembro, em nova sessão do pleno do tribunal, informa o ge. 

O site também informa que o relator Sérgio Furtado Filho já havia dado seu voto pela absolvição do atleta em relação ao artigo 243-A do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata de manipulação de resultados e favorecimento em apostas esportivas. O relator defendeu apenas a punição com base no artigo 191, por descumprimento de deveres da equipe, sugerindo multa de R$ 100 mil, mas sem suspensão de partidas.

Imagem: reprodução/Instagram Bruno Henrique

O atacante foi denunciado sob a suspeita de ter recebido um cartão amarelo intencionalmente na partida contra o Santos FC, em novembro de 2023, com o intuito de beneficiar apostadores do seu círculo próximo. Estes, cientes de que o atleta forçaria a punição, teriam feito palpites certeiros e lucrado em plataformas de apostas.
O caso também é investigado pela Polícia Federal, dentro do inquérito que apura irregularidades no futebol brasileiro ligadas a plataformas de apostas.

Enquanto o processo segue em análise, Bruno Henrique continua em atividade, amparado por efeito suspensivo concedido em setembro, que o mantém liberado para atuar pelo clube até decisão definitiva.

O advogado do Flamengo, Michel Assef, disse ao ge que não houve prejuízo ao clube, já que o atacante foi orientado a tomar o terceiro cartão amarelo por estratégia.

"O Flamengo está aqui para dizer que não foi prejudicado. E não é a Justiça Desportiva que tem que definir isso. O cartão não ofereceu prejuízo ao Flamengo na classificação final do campeonato. Portanto, afastemos completamente o artigo 243. O que aconteceu foi: ele deu uma informação que já aconteceria dentro de campo. Desportivamente, o melhor a se fazer era levar o cartão amarelo" defendeu.

"Forçar cartão amarelo não é uma atitude antiética ou antidesportiva. A finalidade não era alterar o resultado da partida, mas sim ficar de fora de um jogo contra o Fortaleza para enfrentar o Palmeiras, algo que acontece em todas as rodadas do campeonato. O que nos resta é a previsão do RGC, que proíbe dar informação privilegia a terceiros. A defesa não considera esta uma informação privilegiada, porque qualquer conhecedor de futebol preveria que ele tomaria o terceiro cartão amarelo contra o Santos. Quando muito ele descumpriu um regulamento. O Flamengo requer absolvição", acrescentou, segundo o ge.

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