Em entrevista ao podcast Fala Bet, o presidente do Instituto Brasileiro Jogo Legal (IJL) e editor do site BNLData, Magnho José, refletiu sobre a realidade do setor de apostas e os desafios que ainda existem. Entre eles, mudar a imagem negativa que parte da sociedade possui contra a atividade.
“Existe um déficit de imagem muito grande do jogo. Nós ficamos 84 anos na ilegalidade de uma atividade que sempre levanta algum tipo de suspeita. Esse processo de rejeição de parte da sociedade aconteceu no mundo inteiro. Essa é uma reação natural. Existe um processo que agora tem de ser implantado, que é a questão das políticas públicas”, afirmou Magnho.
Ele lembrou que o governo federal criou um grupo de trabalho entre diferentes ministérios para discutir a saúde do apostador e a redução de danos relacionados ao jogo. A primeira reunião aconteceu em março, sendo que o último encontro está previsto para 22 de maio.
“Vai ser estabelecida uma série de políticas, porque como o país não tinha essa atividade, ele precisa criar mecanismos, criar políticas públicas e essas políticas públicas que estão sendo criadas para o jogo online e as apostas esportivas serão depois estendidas para o jogo físico, assim que ele for legalizado. E eu acredito que ainda será neste ano”, disse Magnho ao podcast.
Segundo o especialista, os principais problemas enfrentados hoje são decorrentes da falta de regulação dos últimos anos. Ao mesmo tempo em que empresas sérias com licenças em países como Malta, Gibraltar e Reino Unido foram atraídas, o Brasil também presenciou uma expansão de plataformas sem nenhum tipo de compliance.
Nesse cenário, influenciadores passaram a difundir a mensagem equivocada de que a pessoa poderia ficar rica por meio das apostas. “Jogo não é meio de vida; é uma forma de você se divertir. E aí a consequência que nós observamos foi exatamente essa que a gente está vendo hoje, com vários setores da sociedade reagindo à entrada do jogo na vida do brasileiro”, argumentou Magnho.