Durante a Terceira Cúpula da Integridade Esportiva, realizada no dia 5 de setembro, o secretário nacional de Futebol e Defesa dos Direitos do Torcedor, Athirson Mazolli, defendeu o papel fundamental da educação no combate à manipulação de resultados.
Em sua participação no painel “Ilusões desfeitas: relatos em primeira mão de manipulação de resultados e o verdadeiro custo da manipulação no esporte”, ao lado do ex-jogador Matheus Gomes, Mazolli destacou a importância em manter os valores obtidos na referência familiar e na educação para prevenir más condutas no esporte.
“Esses valores fazem diferença na formação de uma criança. Por isso, no poder público temos essa responsabilidade de tentar dar continuidade a essa formação. Tive a felicidade de jogar em grandes clubes desde a base, e tive o prazer imenso de ter grandes profissionais que complementaram minha educação, junto com meu pai e a escola. Grandes profissionais que passaram em minha vida e ajudaram a melhorar minha formação”, afirmou o secretário no evento, segundo comunicado oficial.
Mazolli também comentou sobre a importância de planejar o futuro dos atletas, tanto durante quanto após suas carreiras esportivas.
“Meu sonho era ser jogador de futebol, atleta profissional, eu não tinha programado minha vida pós-carreira de atleta. Eu não sabia o que eu iria fazer, eu sabia o que eu queria fazer. Meu pai sempre me disse ‘vai estudar, mantém a tua mente, porque você uma vai parar de jogar’. Então, eu me preparei, porque tinha esse lado familiar comigo.”
O secretário também destacou a necessidade de conscientização, principalmente entre jovens atletas que enfrentam dificuldades financeiras. “A gente precisa de mais pessoas que realmente façam uma conscientização nos novos atletas ou dos atletas profissionais que estão em situações difíceis, porque existem muitos no nosso país. Apenas 3% ganham bem, o restante são o que não ganham e os que ganham muito pouco, e que têm dificuldade de prover o lar”, completou.
O secretário defendeu a implementação de boas práticas desde as categorias de base. “Devemos trabalhar a cadeia, que deve ser de baixo para cima, mas neste momento ela está invertida. É importantíssimo trabalhar esse aspecto da educação. Esse é o grande pilar, para se evitar que novos atletas se envolvam nesse tipo de situação”, concluiu.
Ele também mencionou as iniciativas do Ministério do Esporte em parceria com federações e clubes, para promover uma cultura de integridade no futebol. “Buscamos cada vez mais combater e ajudar novas pessoas. Eu pego essa causa e visto essa camisa, porque temos que acabar com isso. Por meio da secretaria [SNFDT], do ministério e de políticas públicas, conseguimos ajudar”.