Durante a Terceira Cúpula de Integridade Esportiva, evento que reuniu figuras do setor para discutir os desafios e oportunidades que surgem com a regulamentação das apostas esportivas no Brasil, o CEO da Pay4Fun, Leonardo Baptista, comentou que a educação é primordial para a operação no país, uma vez que o setor tem sido criticado na mídia.
"Um ponto importante é, primeiro, a educação. Nossa indústria está apanhado muito da mídia. Tem razões do porquê. A gente está falando aí de 16 ou 17 anos de operação offshore, que não tinha regulamentação, que não tinha regras claras. Agora, o mercado está batendo. Foi feita muita coisa errada e a regulamentação veio justamente para colocar regras claras", comentou no painel.
O evento, realizado no Museu do Futebol, em São Paulo, no dia 5 de setembro, contou com o painel “De Regulação à Implementação: Navegando pela Nova Lei de Apostas Esportivas do Brasil”, onde Baptista debateu o tema ao lado de Regis Dudena, secretário de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda; Udo Seckelmann, advogado na Bichara e Motta; Daniela Castro, representante do Pacto Pelo Esporte; e Rafael Marcondes, do Rei do Pitaco.
Confira abaixo o vídeo de transmissão do evento:
Para Baptista, é responsabilidade da indústria fazer esse mercado acontecer e educar as pessoas, mostrando como o jogo funciona, as regras por trás, o retorno esperado e todos os mecanismos matemáticos envolvidos.
"A gente tem muito para educar, quando eu falo educar, é educar principalmente em mídia. A gente tem que se posicionar e fala 'olha, gente, o regulado, quem opera direito, é diferente disso' [do mercado ilegal]. Tem regras claras, tem prevenção à lavagem de dinheiro, tem prevenção a menor de idade jogando, tem regras claras para os métodos de pagamento. Acho que a educação tem que ser rígida de largada", disse Baptista no evento.
Ele se mostrou otimista em relação ao futuro da indústria no país. "Eu entendo que o mercado regulado vai funcionar extremamente bem no Brasil justamente pela questão dos métodos de pagamento. Métodos de pagamentos autorizados, regulados, operando da maneira correta, tendo uma fiscalização forte, canal de denúncia forte, onde a denúncia vai ser acatada, averiguada, fecha o canal bancário, eu quero ver o mercado irregular trabalhar no Brasil", concluiu.