"Se alguém for culpado, que seja condenado"

CPI das Apostas: presidente de clube envolvido em suspeita de manipulação defende punição para culpados

Roberto Avatar, à direita (imagem: Marcos Oliveira/Agência Senado)
11-07-2024
Tempo de leitura 1:24 min

O presidente do Clube Atlético Patrocinense (MG), Roberto Avatar, prestou depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas do Senado na última quarta-feira, dia 10 de julho.

O dirigente foi chamado para comentar a suspeita de que teria havido manipulação na partida entre o Patrocinense e o Inter de Limeira, em 1º de junho, pela Série D do Brasileirão.

O caso é investigado pela Polícia Federal (PF), como reportado pelo Yogonet.

“Não estou falando que tem algo, que aconteceu algo, porque isso é a investigação que vai provar. Que seja provado para que os culpados paguem e o Clube Atlético Patrocinense seja inocentado dessa causa. […] Se alguém for culpado, que seja pego, que seja condenado e que seja excluído do futebol brasileiro, porque nós já passamos por muitos perrengues”, afirmou Avatar, segundo a Agência Senado.

As suspeitas de manipulação surgiram a partir de um relatório da empresa Sportradar, que identificou movimentações fora de padrão em casas de apostas, indicando que determinados apostadores tinham conhecimento prévio de que o Patrocinense sairia do primeiro tempo perdendo por ao menos dois gols. 

A equipe sofreu três gols já na primeira etapa, sendo que um deles foi contra. Confira abaixo:



Na época do jogo, o Patrocinense era administrado pela empresa Air Golden. A parceria foi desfeita um dia após a partida.

“Muitas pessoas me diziam que eu era louco, porque no contrato tem uma multa de 500 salários mínimos. Para quem foi rebaixado no campeonato mineiro igual a nós [...], 800 mil é muito dinheiro, mas, acima de tudo, é a honestidade do clube que estava em jogo”, disse Avatar, sobre o rompimento com a Air Golden.

Convidado para a reunião da CPI, o representante da antiga gestora, Anderson Ibrahim, informou que não compareceria por motivos familiares. A comissão, então, aprovou que Ibrahim seja convocado a prestar depoimento em outra ocasião. 

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