Em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas nesta terça-feira, 9 de julho, o ex-árbitro Manoel Serapião Filho afirmou que não acredita ser possível a manipulação de resultados no futebol por juízes ou dirigentes da CBF. A informação é da Agência Senado.
"Não vejo a mínima possibilidade de que haja manipulação, de que o grupo de árbitros do Brasil, tampouco os dirigentes de arbitragem que estão na CBF, que eu conheço, possam induzir ou praticar qualquer ato de desvio. Se houver, será uma grande decepção e uma grande surpresa", disse no depoimento.
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Serapião Filho foi um dos idealizadores do VAR no futebol ao fazer parte do grupo que levou à Fifa o projeto de adoção equipamento em 2015. Os primeiros experimentos já começariam no ano seguinte.
Imagem: Pedro França/Agência Senado
Ele afirmou que a qualidade do VAR no Brasil ainda não é a ideal, mas que o o uso da tecnologia está "dando mais segurança ao futebol, ao corrigir distorções e equívocos em lances difíceis para a arbitragem."
"O grupo de árbitros do país é composto por rapazes sérios, corretos, honestos, com os quais eu convivi, ultimamente, por 17 anos. Antes, fiz parte de outras comissões. Não vejo a mínima possibilidade de que haja manipulação, de que o grupo de árbitros do Brasil, tampouco os dirigentes de arbitragem que estão na CBF, possam induzir ou praticar qualquer ato de desvio" formulou Serapião Filho.
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Já o ex-oficial de integridade do VAR, da CBF, Rômulo Meira Reis, que recebeu treinamento da FIFA e da Conmebol para poder analisar suspeitas de fraudes no mercado de apostas esportivas que poderiam envolver decisões de arbitragem, também afirmou não acreditar na manipulação de resultados no Brasil.
O terceiro depoente, o empresário William Rogatto, não compareceu. Ele é suspeito de liderar um esquema de manipulação de resultados no futebol e não apresentou justificativa para a falta.