Seis atletas do Capital FC, do Tocantins, foram ouvidos pela Polícia Civil, na última quarta-feira, dia 3 de julho, após o próprio clube de futebol denunciar uma suspeita de manipulação de resultados em jogos da Série D. Um celular também foi apreendido pelas autoridades no alojamento do time.
Em entrevista ao Globo Esporte, o delegado Pedro Henrique Félix disse que o clube não especificou quais seriam os jogos com suspeitas de manipulação.
"A gente apreendeu apenas um celular na data de hoje. Os demais eu não vi a necessidade de apreender. Só que a gente viu a necessidade para aprofundar as investigações. Então vai ter um desdobramento. Ele [dono do aparelho] podemos considerar como investigado, mas ele não está como indiciado no inquérito", afirmou Félix.
"A gente vai aprofundar, se não tiver nada envolvido, a gente vai devolver o telefone. A gente foi apenas para ouvir os jogadores. Ouvimos seis jogadores e a comissão técnica", acrescentou o delegado.
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Em nota enviada ao Globo Esporte, o Capital informou que está colaborando, e que recebeu “tais fatos com enorme tristeza, desgosto e pesar”, acrescentando ainda que os envolvidos devem ser afastados da equipe.
Segundo a publicação, alguns jogadores ouvidos afirmaram à polícia que a oferta para manipular resultado era de R$ 15 mil.
"Às vezes você olha e fala: 'Ah, Série D não tem muita importância'. São esses jogos que são mais fáceis de manipular', disse o delegado em entrevista.
A ação é um desdobramento do inquérito do Interporto-TO, suspeito de manipular resultados na Série D 2023.
As denúncias de jogos com suspeita no Interporto vieram da Sportradar, empresa especializada em integridade e tecnologia esportiva.