Após as graves denúncias do dono da SAF do Botafogo, o empresário norte-americano John Textor, dono da SAF do Botafogo, sobre manipulação de jogos de futebol do Brasileirão, o procurador-geral do STJD, Ronaldo Piacente, afirmou ao Panorama Esportivo que o tribunal tem sim competência para investigar as denúncias feitas , diferente do que os advogados do dono da SAF do Botafogo alegaram. Nesta terça-feira, o STJD abriu um inquérito.
Textor diz ter áudio em que um árbitro de ‘divisão menor’ se lamenta por não ter recebido propina combinada. O presidente do STJD pediu que ele entregasse essa prova ao tribunal, mas o americano se negou. Disse que entregaria ao Ministério Público, órgão responsável por realizar a investigação criminal, em um prazo de até 30 dias.
Textor afirma que o Brasileirão 2023 teve manipulação por parte de árbitros
Ao Panorama, o procurador afirmou que "as provas ele tem o dever legal de entregar para o Ministério Público para analisar a questão criminal e entregar para justiça desportiva apurar a infração disciplinar. São coisas distintas. Exatamente como foi feito na Operação Penalidade Máxima, onde atuaram em conjunto o MP de Goiás e a Procuradoria do STJD".
E completou: "O inquérito tem como objetivo apurar uma infração disciplinar e sua autoria. No momento que o Textor diz ter uma prova de manipulação de resultados, a Procuradoria deve agir, para apurar eventual existência de manipulação de resultado e pela integridade da competição e para saber quem é esse árbitro."
O procurador também frisou que o inquérito é para apurar a suposta manipulação de resultados. E que Textor não é investigado.
"O inquérito não é contra ele. Ele não é investigado", concluiu.