PEGOS NA OPERAÇÃO PENALIDADE MÁXIMA

STJD rejeita conversões de penas para jogadores envolvidos em apostas esportivas

02-02-2024
Tempo de leitura 1:16 min

Condenados por envolvimento em esquemas de manipulação de apostas esportivas, Igor Cariús, Eduardo Bauermann, Alef Manga e Vítor Mendes tiveram seus pedidos de conversão de pena rejeitados pelo presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), José Perdiz.

Eles não poderão substituir os dias restantes de penas por pagamento de cestas básicas.

“O Pleno fez uma sessão administrativa pela manhã antes de começarmos e decidiu que não haverão conversões de pena das questões relativas à manipulação de resultados. O Pleno se reuniu, discutiu as questões de internacionalização das penas, questões de eventuais descumprimentos do não pagamento de multas em até 10 dias úteis após a decisão do Pleno. A questão toda levou o Pleno a decidir administrativamente no sentido de que não haverão conversões nesse período aqui em relação aos atletas condenados por manipulação”, afirmou o presidente do Tribunal.

As punições dos jogadores são as seguintes:

  • Igor Cariús multa no valor de R$ 60 mil, em seis meses (R$ 10 mil por mês), além de uma doação de 20 cestas básicas;
  • Eduardo Bauermann: suspenso por 360 dias e multa de R$ 35 mil reais;
  • Vitor Mendes: suspenso por 720 dias e multa de R$ 70 mil;
  • Alef Manga: suspenso por 360 dias e multa de R$ 50 mil;

Os jogadores foram pegos na investigação da Operação Penalidade Máxima, do Ministério Público de Goiás (MP-GO). No total, são 17 jogadores profissionais denunciados por receber ou aceitar receber vantagem financeira em troca de ajudar os apostadores recebendo cartões ao longo da partida.

Igor Cariús e Alef Manga estavam acordados, respectivamente, com Sport e Coritiba. Os dois jogadores realizam trabalhos físicos separados por ainda cumprir a punição imposta pelo STJD. Eduardo Bauermann chegou a ser sondado pelo América para um retorno ao clube mineiro.

O pedido havia sido aceito por parte do vice-presidente Felipe Bevilacqua. A questão foi decidida quando José Perdiz estava atuando como interventor da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

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