O SBC Summit Americas reuniu, no começo do mês, operadores, reguladores e fornecedores de todo o continente na Flórida. Muitas das discussões da indústria giraram em torno do futuro dos jogos e apostas: mercados de previsão, inteligência artificial, evolução regulatória e a próxima onda de crescimento na América Latina.
Para o Grupo Betsson, o evento refletiu uma indústria cada vez mais focada em transformações de longo prazo, ao mesmo tempo em que continua enfrentando os desafios de mercados que amadurecem rapidamente.
Nesta entrevista realizada durante o evento, Andrea Rossi, diretor comercial para a América Latina do Grupo Betsson, conversou com o Yogonet sobre a abordagem da empresa para a Copa do Mundo, o crescente debate sobre os mercados de previsão e as perspectivas regulatórias na América Latina.
Você participou de diversos painéis durante o SBC Summit Americas. Quais foram os principais aprendizados do evento, tanto nas discussões no palco quanto nas conversas realizadas nos corredores?
Houve um foco muito forte em novas tendências e inovação, especialmente em torno dos mercados de previsã e de como a indústria deverá evoluir nos próximos anos. Também houve muitas discussões sobre a rápida aceleração tecnológica e o papel cada vez maior da inteligência artificial.
Esta edição do SBC teve uma visão muito voltada para o futuro. As conversas foram menos sobre o presente e mais sobre para onde a indústria está caminhando.
Dito isso, o presente continua sendo importante. Esta é uma indústria em que os operadores precisam continuar atuando de forma responsável, mas os reguladores também têm a obrigação de aprimorar continuamente os marcos regulatórios para que os mercados possam amadurecer adequadamente e se desenvolver de maneira sustentável.
No fim das contas, o objetivo é criar ambientes favoráveis tanto para os operadores quanto para a canalização dos usuários para os mercados regulados.
Um dos principais temas dos painéis foi, obviamente, a Copa do Mundo. Como a empresa se preparou para o torneio, especialmente considerando sua forte presença em países apaixonados por futebol, como a Argentina?
Eu diria que esta será uma Copa do Mundo muito favorável para a América Latina. Após a última edição no Catar, o fato de este torneio ser disputado no México, Canadá e Estados Unidos significa que os horários das partidas são muito mais convenientes para o público latino-americano.
Também temos 104 partidas, mais seleções e mais futebol de maneira geral. Argentina, Brasil e Colômbia estão presentes, embora infelizmente Peru e Chile não tenham se classificado. Ainda assim, do nosso ponto de vista, existe uma base muito sólida para trabalhar.
Nos preparamos com bastante antecedência e já lançamos nossa campanha para a Copa do Mundo. Agora, que vença a melhor seleção.
Como você mencionou, os mercados de previsão se tornaram um dos temas mais debatidos nesta edição. Você acredita que eles se tornarão parte da indústria de jogos e apostas, funcionarão em paralelo ou representam algo completamente diferente?
Existe uma discussão quase filosófica sobre como os mercados de previsão devem ser tratados. Em última análise, não cabe a mim decidir isso. Os reguladores e as autoridades determinarão a melhor forma de regulamentá-los.
Eliminar completamente os mercados preditivos será impossível, assim como é muito difícil eliminar operadores que atuam no mercado clandestino em jurisdições reguladas.
O importante é regulamentar esse segmento de maneira adequada e inteligente, criando estruturas que permitam integrar os mercados preditivos aos ambientes regulados já existentes.
Não podemos ignorar que isso representa uma oportunidade, e imagino que os reguladores também entendam isso. O desafio está em definir se os mercados preditivos devem ser enquadrados principalmente dentro de uma estrutura de entretenimento ou de uma estrutura financeira.
A Betsson possui ampla experiência em diversos mercados regulados. Olhando para a América Latina, como você avalia o cenário regulatório para este ano e para o próximo?
Muito trabalho importante foi realizado no ano passado, pelo menos na perspectiva da Betsson, especialmente no Peru e no Brasil.
Agora também estamos observando avanços significativos no Chile, e esperamos que novos progressos aconteçam em breve.
O que precisamos é de um marco regulatório claro, transparente, flexível e sustentável.
Isso é essencial não apenas para os operadores, mas também para garantir altos níveis de canalização para os mercados regulados. Esse é o grande desafio dos reguladores.
Como operadores, nosso papel é contribuir mantendo elevados padrões de responsabilidade, fortes medidas de proteção ao consumidor e, acima de tudo, oferecendo entretenimento, que continua sendo a base do nosso negócio.