OPERAÇÃO FALSA LAS VEGAS

Polícia de SP desmonta esquema de jogos ilegais e bloqueia R$ 5,2 bilhões em bens

Foto: Divulgação/ Polícia Civil de São Paulo
29-05-2026
Tempo de leitura 1:34 min

A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo deflagraram nesta quinta-feira, 28 de maio, a Operação Falsa Las Vegas, ação que busca desarticular uma organização criminosa suspeita de atuar com plataformas clandestinas de apostas online e lavagem de dinheiro.

Ao todo, foram cumpridos 22 mandados de busca e apreensão e outros cinco de prisão preventiva. A Justiça também autorizou o bloqueio de cerca de R$ 5,2 bilhões em bens e ativos financeiros, além do sequestro de 76 imóveis ligados aos investigados, informou a Agência de Notícias do Governo do Estado de SP. 

Segundo os investigadores, o grupo utilizava uma estrutura empresarial aparentemente regular para ocultar operações ilegais relacionadas à exploração de jogos no Brasil.

De acordo com a apuração, os suspeitos administravam plataformas de apostas clandestinas, incluindo modalidades exploradas virtualmente e divulgadas de forma massiva nas redes sociais. O esquema também envolvia uma complexa operação financeira para dificultar o rastreamento do dinheiro movimentado.

As autoridades apontam que a organização criminosa trabalhava com grandes volumes de dinheiro em espécie, posteriormente distribuídos em depósitos fracionados realizados em diversas contas bancárias. O objetivo seria mascarar a origem dos recursos e esconder os verdadeiros beneficiários das transações.

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam cadernos manuscritos, registros financeiros, documentos relacionados às plataformas investigadas e materiais utilizados para mapear a estrutura operacional da quadrilha. Equipamentos e sistemas voltados ao processamento de pagamentos também foram identificados pelas equipes.

As investigações revelaram ainda uma divisão estratégica de funções dentro do grupo. Enquanto parte dos envolvidos atuava diretamente na exploração dos jogos ilegais, outros eram responsáveis pela chamada “engenharia financeira” do esquema, coordenando repasses, distribuição de dinheiro vivo e a operacionalização de contas bancárias usadas para ocultar as movimentações.

Segundo a Polícia Civil, o grupo também utilizava empresas de fachada e contas em nome de “laranjas” para disfarçar as operações financeiras. Pessoas formalmente registradas como proprietárias das empresas investigadas não exerciam controle efetivo sobre os negócios.

As análises financeiras ainda apontaram indícios de conexões entre integrantes do esquema e pessoas ligadas ao crime organizado, além de movimentações incompatíveis com atividades econômicas lícitas.

As investigações foram conduzidas pela 3ª Delegacia de Fraudes Financeiras e Econômicas do Deic, em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Persecução Patrimonial (Gaepp).

O caso segue em investigação para identificar novos envolvidos e aprofundar o rastreamento financeiro da organização criminosa.

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