O sistema centralizado de autoexclusão do governo federal já recebeu cerca de 519 mil solicitações, segundo o Estadão. O número corresponde a uma média de 144 pedidos por hora, com a “perda de controle sobre o jogo — saúde mental” sendo apontada como o principal motivo (40%) para o bloqueio.
Não é possível confirmar se todos os usuários bloqueados são apostadores frequentes. Pessoas sem interesse no mercado de apostas podem estar se autoexcluindo a fim de não receber anúncios do setor, já que o sistema também impede o envio de comunicações personalizadas (como SMS, e-mail ou outros meios de contato) pelas bets.
Lançada em dezembro de 2025, a ferramenta foi desenvolvida pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) a pedido da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) e pode ser acessada no link gov.br/autoexclusaoapostas.
Ao fazer a opção voluntária, é feito o bloqueio do acesso a todas as contas que o jogador tenha em sites de apostas regulamentados pelo governo federal. O período mínimo de autoexclusão é de um mês, havendo ainda a opção de se autoexcluir por tempo indeterminado.
“Assim que a casa de apostas identifica que o apostador solicitou a autoexclusão, ela deve encerrar a conta deste em até três dias. O operador deve comunicar o motivo deste encerramento para o apostador, por meio de correio eletrônico (e-mail), aplicativos de mensagens, Short Message Service - SMS ou outros meios disponíveis, em até um dia”, explica o site da plataforma de autoexclusão.
Além disso, a ferramenta fornece informações sobre pontos de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) onde a pessoa pode buscar ajuda para tratar de problemas relacionados ao jogo.