A Polícia Civil do Tocantins deflagrou, na manhã da quinta-feira, 14 de maio, a Operação Tigre de Areia para desarticular um grupo investigado por exploração ilegal de jogos de azar, promoção de loterias não autorizadas, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
A ação, conduzida pela 1ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (1ª DEIC – Palmas) na capital do estado, cumpriu seis mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de ativos financeiros, sequestro de bens móveis e imóveis e suspensão de perfis em redes sociais supostamente usados para divulgar as atividades ilegais.
Segundo a Polícia Civil, o grupo teria movimentado mais de R$ 20 milhões em cerca de um ano, valor considerado incompatível com a renda declarada pelos investigados.
De acordo com informações apuradas pela Agência Tocantins, a principal alvo da operação é a influenciadora digital Lara Luiza Cabral Dias. Conforme a investigação, ela declarava renda mensal inferior a R$ 4 mil. Já a mãe da investigada, registrada como faxineira, teria movimentado cerca de R$ 9 milhões no mesmo período.
As investigações apontam indícios de uso de empresas de fachada, contas bancárias em nome de terceiros e familiares e transferências fracionadas para dificultar o rastreamento financeiro. Os investigadores também apuram o envio de recursos para instituições religiosas como possível estratégia para ocultar a origem do dinheiro.
Foto: DICOM/SSPTO
Durante a operação, foram apreendidos três veículos, um Honda HR-V, um Toyota Corolla e uma Toyota SW4, além do sequestro judicial de três casas e sete lotes em diferentes regiões da capital. A Justiça também autorizou a quebra de sigilo telemático dos investigados.
“Trata-se de uma investigação robusta, conduzida a partir de inteligência policial e análise financeira, que revelou uma estrutura voltada à exploração ilegal de jogos e à ocultação de patrimônio. O trabalho teve como foco interromper a continuidade das atividades criminosas e preservar elementos essenciais para a responsabilização dos envolvidos”, afirmou o delegado da operação, Wanderson Chaves de Queiroz.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam e novas medidas podem ser adotadas conforme o avanço das diligências. A defesa dos investigados afirmou que ainda não teve acesso aos autos e que irá se manifestar posteriormente.