O combate à manipulação de resultados esportivos ganhou protagonismo no III Foro Internacional Antifraude, realizado na última sexta-feira, 8 de abril, em Brasília (DF), reunindo representantes dos setores público e privado para discutir estratégias de integridade no esporte e no mercado de apostas.
Segundo o Ministério da Fazenda, um dos principais temas do encontro foi a recém-lançada Política Nacional de Prevenção e Enfrentamento à Manipulação de Resultados Esportivos (PNPEMR), apresentada pelo Governo Federal em abril.
O evento, em sua terceira edição, também trouxe à América Latina compromissos firmados no Global Fraud Summit, realizado em Viena, e contou com a coorganização do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC).
Durante o fórum, integrantes do grupo de trabalho interministerial responsável pela criação da política discutiram desafios regulatórios, fiscalização e cooperação entre autoridades e operadores de apostas, reforçando a necessidade de uma atuação integrada para proteger a integridade esportiva.
O secretário-adjunto da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, Fabio Macorin, destacou o papel central da nova política na organização das investigações.
“De uma maneira organizada pela Política Nacional e pelo grupo de trabalho estabelecido, as informações passam a ser centralizadas em uma base de dados na Polícia Federal, que vai possibilitar as investigações de forma mais estruturada, organizada e efetiva nesse aspecto da manipulação de resultados”.
Instituída por meio da Portaria Interministerial nº 1/2026, a PNPEMR estabelece diretrizes para regulamentação, prevenção, monitoramento, fiscalização e repressão à manipulação de resultados esportivos, envolvendo os ministérios da Fazenda, do Esporte e da Justiça e Segurança Pública, além da Polícia Federal.
O debate no evento reforçou o reconhecimento do Brasil como referência internacional na construção de mecanismos integrados de integridade esportiva, com um modelo que prevê a atuação conjunta entre órgãos públicos, entidades esportivas, operadores de apostas e organismos especializados.
Entre os principais eixos da política estão ações educativas voltadas a atletas, árbitros e gestores, além do fortalecimento do intercâmbio de informações entre instituições nacionais e internacionais e da ampliação da capacidade investigativa contra organizações criminosas.
Desde sua criação, o grupo de trabalho interministerial tem promovido acordos de cooperação, encontros técnicos e iniciativas de capacitação, consolidando esforços para fortalecer a transparência e a segurança no esporte brasileiro.