Os deputados Marco Antonio Sulantay e Hotuiti Teao, da bancada União Democrata Independente (UDI), anunciaram que o governo do Chile dará urgência ao projeto de lei que busca proibir que jogadores de futebol profissional participem de publicidades de casas de apostas.
Os parlamentares, também integrantes da Comissão de Esportes da Câmara dos Deputados, informaram que encaminharam um pedido ao governo liderado pelo presidente José Antonio Kast para acelerar a tramitação da proposta, apresentada em 2023 e ainda em análise no colegiado.
“É muito importante que o Executivo tenha acolhido nosso pedido e dê urgência a esta iniciativa, porque estamos falando de resguardar a transparência do esporte e de evitar que esse tipo de prática se normalize, o que, a nosso ver, pode afetar gravemente o desenvolvimento dessa atividade”, afirmaram em declaração conjunta.
A partir disso, alertaram que a situação atual gera preocupação porque “os jogadores de futebol são referência para milhares de jovens no país, por isso sua vinculação com casas de apostas pode transmitir um sinal equivocado”.
Além disso, questionaram “o evidente conflito de interesse que se produz ao se tratar de jogadores em plena atividade”.
“É particularmente complexo que um jogador que patrocina uma dessas plataformas seja, ao mesmo tempo, um dos protagonistas sobre os quais estão sendo geradas milhares de apostas”, o que cria “uma situação de incompatibilidade” que “deveria ser regulada com clareza”.
“Infelizmente, a experiência internacional tem demonstrado que a falta de regulação nesse âmbito pode abrir espaço para situações tão graves quanto a manipulação de resultados, algo que já ocorreu em diferentes países”, alertaram.
Nesse contexto, outros parlamentares da Comissão de Esportes afirmaram que esperam discutir o projeto o quanto antes, para que ele avance o mais rapidamente possível. O deputado Cristian Mella declarou que “o mais importante é que a comissão continue trabalhando e elabore uma legislação de qualidade”.
Por sua vez, o deputado Cristian Contreras disse concordar com a urgência da proposta, considerando o “prejuízo que as casas de apostas causam não apenas aos jogadores de futebol, mas também à própria organização das partidas”.