LOTERIAL ESTADUAL

Falha técnica trava teste da Lotesul em MS

Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul (imagem: Flavio Andre/MTur)
31-03-2026
Tempo de leitura 1:41 min

A licitação para operação da Loteria Estadual de Mato Grosso do Sul (Lotesul) segue enfrentando entraves após mais um episódio na fase de testes técnicos. A Secretaria de Estado de Administração (SAD-MS) precisou adiar a prova de conceito da empresa Idea Maker Meios de Pagamento e Consultoria, que tenta assumir a loteria estadual.

O teste, considerado decisivo no processo, durou menos de 30 minutos e foi interrompido por falhas de acesso da Idea ao próprio sistema, segundo publicado pelo portal Midiamax. A sessão teve início às 8h45 e foi encerrada às 9h10, sem que a demonstração fosse concluída. Uma nova data será marcada e divulgada no Diário Oficial Eletrônico (DOE).

A chamada “prova de fogo” tem como objetivo verificar se as empresas concorrentes possuem capacidade técnica para desenvolver e operar o sistema principal da loteria. A Idea Maker é a terceira participante a passar por essa etapa, mantendo proposta de 35,33% de repasse ao governo estadual.

Antes dela, duas concorrentes já haviam sido eliminadas. A mais recente foi a Prohards Comércio, Desenvolvimento e Serviços em Tecnologia da Informação Ltda., reprovada após a comissão de avaliação apontar o descumprimento de 35 itens previstos no edital.

Outro caso foi o da Lottopro Jogos de Apostas e Gestão de Lotéricas Ltda., que também não avançou na prova de conceito. A empresa foi desclassificada por não conseguir comprovar a existência de um “cofre eletrônico”, sistema essencial para o repasse automático de parte das receitas ao Estado.

A disputa pela Lotesul teve início em janeiro de 2026, quando a licitação foi reaberta após duas suspensões. Na ocasião, a própria Lottopro apresentou a melhor proposta, com 43,36% de repasse da receita bruta — estimada em cerca de R$ 22 milhões para os cofres públicos. Ainda assim, acabou desclassificada por não atender exigências técnicas previstas no edital, como infraestrutura tecnológica, licenças de software e recursos de conectividade.

Além dos desafios técnicos, o processo licitatório já foi alvo de controvérsias. A concorrência foi suspensa duas vezes, sendo a mais recente por decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE) em dezembro de 2025. A medida ocorreu após investigações apontarem que uma empresa de fachada teria sido criada para supostamente favorecer interesses ligados a um grupo político.

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