DIRETOR COMERCIAL DA NGX

Alexandre Tauszig: "Enquanto o Brasil não atinge a maturidade, preferimos dar o principal foco ao mercado brasileiro"

23-03-2026
Tempo de leitura 3:21 min

Em meio à evolução do setor de apostas online no Brasil, a NGX ampliou sua atuação e base de clientes. Foi o que destacou Alexandre Tauszig, diretor comercial da empresa, ao afirmar que 2025 foi um ano de amadurecimento e crescimento.

Em entrevista exclusiva ao Yogonet durante o SBC Summit Rio, o executivo da provedora de plataformas de iGaming disse esperar que 2026 seja um ano forte para os negócios

Tauszig destacou ainda os riscos de uma tributação excessiva sobre o setor de jogos e apostas online. “Toda mudança na questão tributária da área do jogo gera uma influência para o mercado. Esperamos que, qualquer que seja o partido ganhador das eleições no Executivo e no Legislativo, tente entender o que todos os atores do mercado regulado brasileiro estão falando: não adianta tributar mais, isso só ajuda o jogo ilegal”, alertou.

Quais os principais desafios para a empresa e o que você espera deste ano de 20
26?

A NGX espera um ano forte porque 2025 foi um ano de amadurecimento do mercado. Para nós, além de amadurecimento, foi crescimento. Nós começamos com meia dúzia de clientes no dia 1º de janeiro e, ao longo do ano, chegamos a quase 15 clientes. Uma parte deles em loterias estaduais, outra parte no federal e alguns clientes fora do Brasil. 

Foi um momento de amadurecer, de entender quais são os players do mercado que estão participando de forma séria. Mas, mais importante que isso, o mercado começou a entender a posição da NGX.

Dois ou três anos atrás. a NGX era talvez desconhecida para muitos. Hoje somos um dos principais atores do mercado nacional em termos de plataforma, e, com isso, temos tido uma grande procura de empresas que estão buscando uma plataforma mais eficiente para o mercado

Já nos próximos meses, vamos anunciar alguns novos clientes que estão vindo para a nossa plataforma. Esperamos um grande crescimento para 2026.

Levando em conta esse crescimento, o quanto influencia a situação política do Brasil, considerando que 2026 é um ano de eleição?

Acho que essa é uma preocupação maior dos operadores, porque entendo que os caminhos que a eleição pode tomar influencia muito diretamente os operadores. A nós, influencia um pouco mais indiretamente. 

Obviamente que toda mudança na questão tributária da área do jogo gera uma influência para o mercado. Esperamos que qualquer que seja o partido ganhador das eleições no Executivo e no Legislativo tente entender o que todos os atores do mercado regulado brasileiro estão falando: não adianta tributar mais, isso só ajuda o jogo ilegal.

Esse é um discurso que tem que estar em sintonia com todo mundo. O mercado está em amadurecimento. A nossa regulamentação ainda não está finalizada: novas portarias vêm surgindo de meses em meses. 

Então, o governo, qualquer que seja que venha a assumir os próximos quatro anos, precisa entender que o Brasil necessita amadurecer mais para, aí sim, pensar em outros tipos de mudanças. Infelizmente, [os governantes] ainda não viram o quanto o jogo pode trazer de benefícios para o Estado brasileiro.

O ano também terá a Copa do Mundo, um evento que também gera muito interesse para a indústria das apostas esportivas, correto?

É verdade. O Mundial tem uma consequência interessante para nós. Algumas empresas que estão querendo vir para o Brasil querem acelerar alguns processos para que aconteçam antes do Mundial

Em teoria, é um ano em que a arrecadação deve subir mais, então, o governo precisa estar atento a isso. Espero que quem cuida da questão tributária olhe com mais carinho para nosso setor, que tem muito a oferecer ao Brasil.

Vocês têm planos de expandir para outros países da América Latina? Quais mercados vocês estão focando?

Temos uma frase que gostamos: “de Campina Grande para o mundo”. A NGX começou no interior da Paraíba e se estabeleceu em Campina Grande, que hoje é a sede da nossa empresa.

Campina Grande é um dos grandes polos de tecnologia do Brasil. Eu brinco que é o Vale do Silício do Nordeste brasileiro. Tem a quinta melhor universidade tecnológica do país, uma universidade estadual e federal, onde forma-se muita mão de obra. Então, a gente é uma empresa de DNA brasileiro, e nossos principais clientes estão no Brasil. 

Já temos clientes na América Latina e na África, mas, enquanto o Brasil não atinge a sua maturidade — em termos de regulação, quantidade de clientes e volume no mercado — , preferimos dar o principal foco ao mercado brasileiro. Nossa atuação no mercado internacional é de uma forma mais passiva. Eu não estou indo atrás de leads, mas estou recebendo leads de fora: temos leads em negociação no México, Argentina, Paraguai e Uruguai. 

Somos a única plataforma brasileira membro da Cibelae, a Corporação Ibero-Americana de Loterias e Apostas do Estado, onde estão associadas as principais loterias da região. É um cartão de visitas para mostrar interesse em expansão para o resto do continente, mas acredito que seja um plano para daqui a dois ou três anos.

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