HEAD DE SPORTSBOOK DO UX GROUP

Samuel Vilar: “2026 será um ano-chave para o mercado regulado, considerando que temos a Copa do Mundo”

12-03-2026
Tempo de leitura 3:29 min

A Copa do Mundo ainda não começou, mas o setor já respira a expectativa daquele que será o maior Mundial de seleções da história. O torneio, inclusive, foi tema de um painel de discussão no SBC Summit Rio mediado por Samuel Vilar, head de sportsbook do UX Group, que opera as plataformas Reals e Bingo.

Antes do painel no evento, o executivo concedeu uma entrevista exclusiva ao Yogonet na qual também falou sobre o primeiro ano do mercado regulado de apostas online no Brasil e os desafios para 2026.

Confira:

Qual o balanço que você faz de 2025, o primeiro ano do mercado regulado de apostas online no Brasil?

O ano de 2025 foi um ano-chave para nós. Foi um ano de consolidação e amadurecimento da marca como um todo. Muitos desafios surgiram para todos os operadores do mercado, mas o primeiro passo foi dado e agora nós temos empresas regulamentadas, gerando empregos, pagando impostos, movimentando investimentos na área esportiva e na área cultural como um todo. E foi um ano bastante importante para a Reals, em particular. Nós crescemos bastante e nos consolidamos para, em 2026, continuar crescendo cada vez mais.

Para esse ano de 2026, existe algum desafio que você considera o principal? Por exemplo, muita gente comenta que tem uma preocupação ainda grande com as bets ilegais.

Além do desafio do mercado ilegal, acredito que 2026 vai ser um ano-chave para os operadores do mercado regulado, considerando que a gente tem a Copa do Mundo. Além disso, existem alguns receios, principalmente dos investidores, no que tange a aumento de impostos, dúvidas sobre a questão de propaganda, como que elas vão acontecer nesse ano em específico. 

Mas o mercado ilegal ainda continua sendo um problema para o setor regulamentado. Acreditamos que os operadores como um todo devem se unir para combater o mercado ilegal, considerando que eles não têm responsabilidade com o jogo responsável e não geram receita e empregos para o país. 

Estamos a cerca de três meses da Copa do Mundo. Qual você acha que vai ser o impacto do torneio? Acredita que será um divisor de águas para o mercado de apostas ou você acha que vai ter um impacto parecido, por exemplo, da Copa do Mundo de Clubes do ano passado, de uma Libertadores? 

O Mundial de Clubes já trouxe bons insights para o mercado como um todo. Nós vimos, naturalmente, um aumento do volume, novos jogadores recreativos chegando para a nossa plataforma.

De fato, falta pouco tempo agora [para a Copa do Mundo] e acredito que os operadores que vão ter destaque serão aqueles com uma estratégia sólida de aquisição, de novas tecnologias e de trazer novas coisas ao mercado, mas o ponto que deve ser mais abordado é a retenção, é fornecer um ambiente com jogo responsável para os jogadores.

Qual estratégia você acha que vai funcionar melhor nesse período da Copa do Mundo? Super odds, cashback, por exemplo…

As super odds já são parte do mercado, tais quais outros outros tipos de features que os sites possuem, como pagamento antecipado. O cashback está entrando em voga agora, mas eu acredito que os operadores que vão se diferenciar mesmo nesse período do ano serão aqueles que vão propor novas coisas para o mercado.

Na própria Reals, estamos em um período de validação de novas estratégias, mas não tenho dúvida de que o que já está validado, como super odds, cashout e pagamento antecipado, vão ser pontos importantes para a Copa do Mundo de 2026.

Durante a Copa do Mundo, você vê potencial, por exemplo, de converter um apostador que está entrando para apostar no futebol pela primeira vez e transformar ele em um apostador que vai frequentemente jogar no cassino online ou você acha que vai ser algo mais sazonal? Ou seja, vai haver um fluxo de apostadores que vão apostar na Copa do Mundo e depois não vão mais frequentar a plataforma.

É natural, no período de Copa, nós termos um pico de jogadores sazonais. Isso é rotineiro em todos os torneios grandes, como na final da Libertadores e na Copa do Mundo de Clubes.

Porém, acredito que os operadores devem levar em consideração a experiência do usuário como um todo: fornecer uma experiência boa para ele, agradável, segura nesse mercado, principalmente considerando que agora somos operadores regulamentados e temos responsabilidades não só com o público, mas com o regulador.

Fornecer as melhores ferramentas e os melhores ambientes para o jogador vai ser super importante para que ele sinta que pode continuar nesse mercado após a Copa do Mundo e utilizar as apostas esportivas como entretenimento por mais tempo.

A Reals é patrocinadora regional do Milan na América Latina. Na sua opinião, qual é a importância de ter uma parceria com uma equipe europeia? O que isso agrega para a marca?

Nosso patrocínio com o Milan nos orgulha muito e é uma honra fazer parte dessa parceria. É algo único no Brasil, outros operadores ainda não tinham validado essa oportunidade que traz credibilidade para a nossa marca e nos coloca em uma prateleira diferente do mercado. 

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